Previdência privada: tabela progressiva ou regressiva?

Não adianta, não temos como fugir do “leão” nem mesmo na hora de fazermos o nosso pé de meia. Entre tantas outras coisas que nós devemos saber na hora de fazermos uma previdência uma das principais delas é o regime de tributação. A boa notícia é que nós podemos escolher qual desses regimes vai nos atender melhor.

Depois de entendermos como funciona a previdência privada e escolhermos entre os planos PGBL ou VGBL, também temos que decidir como queremos ser tributados no momento do resgate das contribuições. Nesse momento temos duas opções, que são a Tabela Progressiva e a Tabela Regressiva.

Qual a diferença entre elas?

No regime progressivo, as alíquotas do Imposto de Renda (percentual de cobrança) vão variar conforme o valor que será resgatado. Essa tabela segue as mesmas alíquotas que são aplicadas no salário (que variam até 27,5%). Então, quanto maior for o valor do resgate, maior será o valor do imposto a ser pago.

Na Tabela Regressiva, as alíquotas dependem do tempo de acumulação das contribuições no Plano de Previdência, essa tabela foi criada em 2005 a fim de incentivar as aplicações de longo prazo. Funciona assim, quanto maior o período que o dinheiro ficar aplicado no plano, menos você vai pagar de IR, então a alíquota começa no valor máximo de 35% para investimentos que são mantidos por menos de 2 anos, a partir daí esse percentual começa a diminuir até atingir a alíquota de 10%, que será válida pra investimentos mantidos por 10 anos ou mais.

Veja o comparativo entre as duas tabelas:

Comparativo: Tabela Regressiva X Tabela Progressiva

Como essas tabelas funcionam na Declaração de IR?

No caso da Tabela Progressiva, a tributação do IR sobre os resgates será de 15% na fonte independente do valor requerido, por conta disso existe a possibilidade de compensar o valor do resgate na Declaração de Ajuste Anual conforme a tabela de desconto progressivo do IR, pois os resgates são adicionados aos valores das rendas recebidas. Mas é importante ressaltar que, caso o valor recebido seja tributado pela alíquota de 27,5%, essa diferença deverá ser compensada justamente no momento da Declaração de Ajuste Anual.

No caso dos benefícios recebidos em forma de renda, a tributação ocorrerá de acordo com a tabela mensal vigente e posteriormente devem ser lançados na Declaração de Ajuste Anual.

Na tabela Regressiva não é possível realizar a compensação do valor do resgate na declaração do IR, pois o desconto do IR é definitivo, ou seja, ocorre no recebimento da renda (fonte), e não pode ser compensado na declaração anual.

Qual tabela devo escolher?

A escolha do regime de tributação é uma escolha muito importante e que deve ser tomada com prudência, pois não é possível alterá-lo após a emissão do plano. Essa escolha em princípio não é tão difícil de ser feita, mas você terá que saber o que pretende fazer no futuro.

Caso você pretenda efetuar resgates pequenos ou tem pouco tempo até o início desses resgates (antes dos primeiros 6 anos), a melhor opção é a Tabela Progressiva. Agora, se os valores a que serão resgatados forem superiores ao limite da isenção e ao período de 6 anos, a Tabela Regressiva se torna mais vantajosa. A vantagem da Tabela Regressiva reside exatamente no período da aplicação, então se você pensa em resgatar as suas aplicações a longo prazo, o regime regressivo será o mais indicado pra você.

As Tabelas Progressiva e Regressiva podem ser aplicadas tanto no plano PGBL como no VGBL, o que permite que, mesmo tendo que declarar impostos sobre os Planos de Previdência, nós tenhamos a opção de adequar esses Planos e tributações às nossas necessidades e planejamentos.

Previdência Privada: tudo o que você precisa saber antes de começar a investir

Quem nunca parou alguma vez para pensar sobre o futuro, para fazer um planejamento das finanças pessoais ou imaginar qual seria a renda que teria ao se aposentar? Esses são questionamentos muito importantes que todos nós devemos fazer ao longo da nossa vida, principalmente no período em que estamos formando patrimônio e podemos gerar renda através do nosso trabalho.

Uma boa forma começarmos a fazer esse planejamento e nos prepararmos para o futuro, é através de um plano de previdência privada. Com ele, por meio de um investimento único, mensal ou esporádico, é possível garantir uma “renda extra” ao se aposentar, complementando o benefício pago pela Previdência Social.

A previdência privada não é uma modalidade de aplicação exclusiva para quem trabalha, mas é muitas vezes abordada nesse contexto por se tratar de um investimento de longo prazo, que será desfrutado ao final da carreira profissional ou depois de muitos anos.

Os planos de previdência também podem ser utilizados na realização de outros projetos, como o pagamento da educação dos filhos, a conquista de um sonho de consumo ou a aquisição de um negócio próprio, por exemplo.

Como funciona este tipo de investimento

Para entendermos melhor os planos de previdência privada, podemos dividi-los em dois períodos, o de investimento, quando são feitas as contribuições e, após o término deste, o período de benefício, quando você terá o retorno do que foi aplicado.

O período de investimento, ou fase inicial, é o período quando fazemos as nossas contribuições, no qual podemos escolher o valor e a periodicidade com que elas serão feitas. Em geral, essa etapa dura de 20 a 30 anos, mas você é livre para solicitar o resgate do valor acumulado a qualquer momento.

Terminado o período de investimento, vem a fase em que podemos usufruir das aplicações feitas, é o chamado período de benefício. É quando recebemos o dinheiro investido através de resgate total ou parcial do valor acumulado, ou na forma de renda. Como em qualquer outro tipo de aplicação, você não receberá apenas o valor que acumulou durante todo o período. A ele, serão acrescidos os rendimentos que foram obtidos através das aplicações feitas.

É importante frisar que os planos de previdência não possuem qualquer tipo de garantia de rentabilidade, o que teoricamente significa que você poderá vir até a perder rendimentos. Contudo, ao analisar os dados históricos, verifica-se que eles sempre rendem, na medida em que rendem também a renda fixa e os fundos de ações conservadores (principais alvos destas aplicações).

Quando, como e quanto devo investir?

Sem dúvida, quanto mais cedo começamos a investir, melhor. E essa afirmação é óbvia, pois quanto maior o tempo de contribuição, maior será o valor que iremos acumular.

Para definir o seu plano de previdência privada, você precisará ter em mente o quanto deseja acumular ou qual a renda extra que quer receber na aposentadoria, e ainda, quando pretende começar a resgatar os valores acumulados.

Não deixe de levar em conta os recursos de outros investimentos e aplicações que você já tenha como por exemplo o plano de previdência do empregador, renda de alugueis, saldo do FGTS e outros benefícios do Governo.

Com essas informações, é possível chegar ao valor dos aportes mensais, ou seja, de quanto precisará desembolsar para garantir a renda extra desejada para o seu futuro. Feito isso, é só escolher o tipo de plano mais adequado ao seu perfil.

PGBL X VGBL – Qual o plano ideal para mim?

Os planos de previdência privada disponíveis para contratação no mercado brasileiro são o PGBL e o VGBL. Para fazer a escolha entre um ou outro é necessário levar em conta a forma com que você faz sua declaração anual de imposto de renda.

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): Mais indicado para quem faz a declaração de IR completa, pois permite dedução das contribuições até 12% da sua renda bruta anual tributável, diminuindo o valor do imposto a pagar ou aumentando a restituição. Neste tipo de plano, a tributação é feita no momento do resgate ou recebimento de renda, sobre todo o montante investido

VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): Ideal para quem faz a declaração de Imposto de Renda simplificada ou deseja investir mais do que 12% de sua renda bruta anual tributável. As contribuições não podem ser deduzidas da base de cálculo de IR e a tributação incide no momento do resgate ou recebimento de renda, apenas sobre a rentabilidade do plano.

Se quiser saber mais esse assunto, leia a artigo que escrevemos detalhando as diferenças entre os planos PGBL e VGBL.

Independente do plano de previdência privada escolhido (PGBL ou VGBL), você também precisará definir o regime de tributação que incidirá sobre seu investimento: tabela progressiva ou regressiva.

As taxas cobradas

As taxas aplicadas pelas seguradoras e administradores aos planos de previdência privada são três: taxa de carregamento, taxa de administração e taxa de saída. Veja abaixo:

Taxa de Carregamento: Ela incide sobre as contribuições realizadas e, de forma geral, pode chegar até 3%. Em alguns planos de previdência, dependo do valor da contribuição mensal ou da aplicação inicial, essa taxa não é cobrada. Vamos ver na prática como funciona:

Para um aporte de 500 reais, aplicada uma taxa de carregamento de 2%, o valor descontado será de 10 reais, restando 490 reais, que será o valor aplicado.

Taxa de Administração: Essa taxa é destinada à administradora, pois é quem faz a gestão dos ativos (valores aplicados). Ela incide sobre a rentabilidade total da aplicação. Em geral varia entre 1,5% e 3%. O ideal é sempre optar pelo plano que oferece a menor taxa, mas é necessário avaliar se ele se encaixa com o seu perfil de investidor.

Taxa de Saída: Ela é cobrada caso seja feito um resgate antecipado da aplicação. Contudo, a maioria das seguradoras executa esta cobrança apenas nos primeiros anos, impondo prazos de carência para resgates e transferências externas parciais ou totais. Em geral, quanto maior o tempo e o valor acumulado, menor será a taxa de saída, podendo chegar a zero.

As formas recebimento

A principal forma de recebimento dos planos de previdência privada é através de uma renda mensal vitalícia, mas próximo ao início de recebimento, será possível escolher a renda que melhor se adequar as suas necessidades de acordo com seus projetos e planos para o futuro.

Conheça as opções de recebimento disponíveis:

Renda Mensal Vitalícia: Você recebe uma renda mensal de forma vitalícia. Ela se encerra somente com o seu falecimento.

Renda Mensal Temporária: Semelhante a anterior, só que não é vitalícia. A renda será paga por um período máximo de 20 anos e caso ocorra o seu falecimento, o pagamento cessa.

Renda Mensal por Prazo Certo: Você recebe uma renda mensal pelo período que você escolher: 5, 10, 15 ou 20 anos. Caso ocorra o seu falecimento, a renda será paga ao(s) beneficiário(s) até o término do prazo determinado.

Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido: Você recebe uma renda mensal de forma vitalícia, na qual pode se estipular um prazo mínimo de recebimento. Neste caso, você vier a falecer antes de se completar este prazo mínimo, a renda será paga ao(s) beneficiário(s) indicado(s), até que este prazo termine.

Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Beneficiário Indicado: Você recebe uma renda mensal de forma vitalícia. Caso ocorra o seu falecimento, um percentual da renda (estabelecido no ato da contratação) será revertido de forma vitalícia ao(s) beneficiário(s) indicado(s).

Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Cônjuge com Continuidade aos Menores: Da mesma forma que a anterior, você recebe uma renda mensal de forma vitalícia. Caso ocorra o seu falecimento, a renda será paga ao seu cônjuge ou companheira(o), e na falta deste, será revertida temporariamente aos seus filhos até que completem 24 anos de idade.

Pagamento Único: Você recebe um pagamento uma única vez.

Coberturas adicionais ou complementares

Os planos de previdência privada ainda possuem garantias adicionais, que tem por objetivo proteger você e os seus familiares, caso o ocorra o seu falecimento ou invalidez. A contratação é opcional e será cobrado um valor extra por cada cobertura for incluída.

As principais coberturas disponíveis no mercado garantem uma indenização (pagamento único) caso você venha a falecer ou ficar inválido. É possível também contratar uma cobertura que garante uma pensão ao seu cônjuge ou companheiro (a), ou até mesmo aos seus filhos (até que completem 24 anos).

Ter um planejamento é essencial

Pense muito bem antes de optar por contratar um plano de previdência privada, afinal, não se trata de uma aplicação que será resgatada em dois ou três anos, e sim de um longo período de investimentos. Mais do que isso, estamos falando da sua renda complementar até o final da vida.

Através dos planos de previdência privada, temos a possibilidade de encararmos o nosso futuro de forma planejada. E, é pensando assim, que conseguiremos garantir um futuro melhor, onde poderemos usufruir com qualidade de vida a nossa aposentadoria ou realizando sonhos e projetos.

O que é o Tratado de Schengen

No ano de 2013, mais de 3,5 milhões de brasileiro viajaram para a Europa, e o destino mais procurado foi a Europa Ocidental que inclui países como a França, Itália, Portugal e o Reino Unido, segundo a pesquisa realizada pelo European Travel Commission (ETC).

Já ficou claro que viajar para a Europa é um sonho de muitos brasileiros, novas culturas e outros costumes são uma atração para nós, que aprendemos a conviver com o diferente. Mas antes de começar a arrumar as malas é importante saber o que é preciso fazer para ter uma viagem tranquila e sem imprevistos. Em alguns países da Europa, especificamente, por conta do Tratado de Schengen é obrigatória a contratação de um seguro viagem.

O Tratado de Schengen

O Tratado de Schengen foi um acordo assumido entre alguns países da Europa que tem por objetivo controlar a circulação de turistas e a imigração entre os países que fazem parte desse acordo. Este tratado estipula que os turistas, que desejam visitar esses países, contratem obrigatoriamente um seguro viagem que garanta no mínimo € 30.000,00 para assistência médica por acidente ou por doença.

Fora a obrigatoriedade da contratação do seguro, convenhamos que poder contar com uma assistência médica fora do seu país de origem é um benefício e tanto, porque muitas vezes não somos fluentes no idioma local, ou não temos conhecidos por perto, então esse tipo de seguro irá cumprir o papel de te auxiliar em um momento de emergência, e evitar que a viagem seja interrompida por conta de despesas extras que não foram previstas.

Mesmo podendo contar com o seguro viagem, antes de embarcar é recomendável que você tenha em mãos um telefone para casos de emergência e uma listas com clínicas e hospitais próximos em que você poderá ser atendido, e se informe sobre a possibilidade do reembolso.

Países participantes

Atualmente fazem parte desse tratado 27 países europeus: Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo, Holanda, Itália, Portugal, Espanha, Grécia, Áustria, Suécia, Noruega, Islândia, Finlândia, Dinamarca, Eslovênia, Eslováquia, Polônia, Malta, Lituânia, Letônia, Hungria, Estônia, República Checa, Suíça, Romênia e Bulgária.

Dicas para quem vai viajar

Para muitos outros destinos frequentados pelo brasileiros o seguro viagem não é obrigatório, mas a contratação é sempre aconselhável pois, nos Estados Unidos, por exemplo, que é um dos nossos destinos favoritos, o seguro viagem não é obrigatório, mas o sistema de saúde é bem caro e em alguns casos proibitivo.

Muitos cartões de crédito internacionais oferecem esse tipo de seguro, inclusive com as coberturas mínimas exigidas pelo Tratado de Schegen. Mesmo sendo o suficiente, é importante verificar as coberturas oferecidas na apólice e ver se as mesmas irão atender às suas necessidades.

Por fim, lembre-se que você estará em um país com costumes, leis e serviços públicos diferentes do que você pode estar acostumado, então é importante tomar todas as precauções possíveis.

Plano odontológico: vale a pena contratar?

A nossa saúde bucal merece tantos cuidados como o restante do nosso corpo e todos nós sabemos como é importante manter um sorriso saudável e bonito, pois o nosso sorriso é o nosso cartão de visitas. Para mantermos esse cuidado são necessárias visitas regulares ao dentista, e aí cabe a questão: vale a pena contratar um plano odontológico ou é melhor pagar por consultas particulares?

Para responder essa questão vários fatores devem ser levados em consideração, como as suas necessidades, quantas vezes você vai ao dentista e as coberturas que os planos oferecem.

A necessidade de ir ao dentista

Ir ao dentista apenas em casos de dor pode não ser a melhor coisa a se fazer já que uma má mastigação ou mesmo uma mordida errada podem resultar em dores de cabeça ou até problemas cardíacos. Um check-up periódico pode ajudar a prevenir o mau hálito, cáries e outras doenças.

Evitar as doenças provenientes do pouco cuidado com a boca podem diminuir gastos maiores futuramente em longos tratamentos, e além de manter a saúde do corpo o cuidado com os dentes pode estar diretamente ligado com a nossa auto estima, pois a boa aparência é uma boa maneira de ficar bem consigo mesmo.

Existem alguns casos em que as visitas ao dentista devem ser mais freqüentes, como as crianças, que ainda estão em formação dentária, fumantes ou pessoas que necessitam corrigir a linha do sorriso. Como pudemos ver, nem sempre temos total ciência das nossas necessidades, em todo caso é importante manter uma periodicidade nos cuidados bucais.

Coberturas dos planos odontológicos

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), órgão que regulamenta no Brasil o mercado de saúde suplementar, estipula uma cobertura mínima que os planos odontológicos são obrigados a oferecer, entre os procedimento cobertos estão a periodontia (tratamento da gengiva), endodontia (tratamento de canal), tratamentos de prevenção, consultas, exames (como raios-x) e cirurgias orais menores.

As intervenções estéticas não estão incluídas neste rol mínimo de procedimentos, mas apesar disso, alguns planos odontológicos oferecem cobertura, por exemplo, para clareamento e tratamento ortodôntico. Essas coberturas extras podem ser mais facilmente incluídas nos planos odontológicos empresariais, acarretando é claro, um custo um pouco maior.

Na ponta do lápis

Assim como nos planos de saúde, os planos odontológicas aplicam carências para a realização de determinados procedimentos. É importante saber previamente quanto tempo terá que se esperar para poder utilizar o plano, principalmente se você estiver necessitando de um tratamento urgente.

É interessante verificar qual a regularidade das suas visitas ao dentista para saber se vale a pena contratar um plano. Em todo caso os planos odontológicos não possuem diferenças de preços por idade como os planos de saúde e a mensalidade é bem acessível e fixa, o que permite que você realize uma previsão orçamentária durante todo o ano e as preocupações com o custo dos tratamentos são eliminadas.

Qual a diferença entre auxílio funeral e assistência funeral?

Quando ocorre um falecimento de um familiar, tratar das questões ligadas ao funeral nesse momento tão difícil pode se tornar uma tarefa um tanto quanto complicada.

Muitas vezes, a falta de conhecimento para lidar com questões como, a contratação de uma funerária, a escolha do caixão, como será o transporte do corpo e de outros detalhes do sepultamento, acaba gerando transtornos ainda maiores.

É nessas horas que ter uma cobertura de auxílio funeral ou assistência funeral pode fazer toda a diferença.

Elas normalmente são contratadas como adicionais nas apólices de seguro de vida, mas também podem encontradas em outros tipos de seguros como, por exemplo, condomínio, residencial e empresarial.

Não resta dúvida que os benefícios que essas coberturas oferecem são amplamente recomendados, mas é preciso que você fique atento às pequenas diferenças que existem entre elas, principalmente na hora de acionar os serviços.

O que é o auxílio funeral?

Basicamente, o auxílio funeral é uma cobertura que garante o reembolso dos gastos referentes ao funeral em caso de morte de uma pessoa.

Existem duas modalidades de contratação, a individual, onde só você será assistido, e a familiar, onde a cobertura será estendida ao seu cônjuge ou companheiro(a) e aos seus filhos com idade até 18 anos, ou até 24 anos, se estudantes universitários.

Nesta cobertura, a escolha da empresa que irá prestar o serviço é livre, ou seja, você será o responsável por contratar o serviço diretamente com um prestador, assim como supervisionar a execução dos mesmos.

Posteriormente, para que você tenha o reembolso das despesas referentes ao funeral, será necessário enviar para a seguradora as notas fiscais emitidas pelo prestador. E, conforme as condições contratuais, o pagamento será feito aos beneficiários ou a quem assumiu os gastos, não ultrapassando o valor limite de indenização estabelecido na apólice.

Assistência funeral

A assistência funeral é uma cobertura complementar ao seguro e, diferente de como acontece no auxílio funeral, não dá direito ao reembolso, nem à livre escolha para prestação dos serviços, ou seja, estes serão executados por empresas indicadas pela seguradora.

Da mesma forma que no auxílio funeral, essa cobertura poderá ser contratada na modalidade individual ou familiar, estendendo a assistência também para os dependentes.

Nesta cobertura, você não tem a preocupação de ter que contratar uma empresa para fazer a prestação do serviço de funeral, pois a seguradora irá indicar um prestador que cuidará de todos os detalhes até a conclusão, supervisionando e garantindo a qualidade de tudo que será feito, conforme previamente estabelecido em contrato.

Entre os principais serviços incluídos nesta cobertura estão: pagamento das despesas com a cerimônia e o sepultamento, pagamento das taxas para a emissão de documentos necessários nessa ocasião, e o translado do corpo, quando o falecimento ocorrer em outra localidade que não a da sua residência.

Fique atento aos limites previstos em contrato!

Claro que não vamos ficar pensando nisso sempre, mas é importante que você saiba qual é o limite de indenização estipulado em contrato para as despesas que a seguradora irá assumir, ou as características dos serviços que serão prestados, caso seja acionada uma ou outra cobertura.

Lembre-se que todas as despesas que excederem o limite contratado na apólice serão de responsabilidade da sua família, assim como todos os serviços que não estiverem previstos em contrato e que forem solicitados ou acertados diretamente com o prestador do serviço.

No mais, para saber quais são os serviços ou limites de indenização previstos na sua assistência funeral ou auxílio funeral, leia com atenção as condições gerais (contrato), consulte o seu corretor de seguros ou procure a sua seguradora.

Seguro Residencial: tudo o que você precisa saber antes de contratar um seguro para o seu imóvel

A compra da casa própria, assim como a compra ou troca do carro antigo por um mais novo, está entre os principais desejos de consumo dos brasileiros, e os motivos são vários: conforto e segurança para a família, estabilidade, investimento, e por aí vai.

Ainda assim, é comum fazer um seguro para o carro e deixar de lado a proteção para a residência, seja por desconhecimento ou mesmo pela falta de cultura da contratação do Seguro Residencial.

Se avaliarmos bem, vamos notar que o custo x benefício da contratação de um Seguro Residencial vale muito a pena, principalmente para quem possui imóveis que estão expostos a algum tipo de risco.

Continue lendo o artigo e você verá como funciona o Seguro Residencial, suas coberturas e assistências, além de dicas e cuidados que você deve ter ao contratar um seguro para o seu imóvel.

Não menos importante, incluímos também medidas que devem ser tomadas em casos de sinistro.

Como funciona o Seguro Residencial

O Seguro Residencial é o que chamamos de seguro multirisco, ou seja, é um seguro que em uma única apólice, oferece diversos seguros conjugados ou agrupados.

Como o próprio nome já diz, este seguro é destinado a imóveis residenciais individuais, como casas, sobrados, apartamentos, sejam de uso habitual (moradia permanente) ou de veraneio.

Coberturas e Assistências do Seguro Residencial

São muitas as coberturas e assistências disponíveis para contratação no Seguro Residencial. De forma geral, as coberturas se dividem em duas categorias: básica e complementares (ou adicionais).

Cobertura Básica

Nas principais seguradoras, a cobertura básica oferece garantias que cobrem o imóvel contra danos decorrentes de: incêndios, explosões (de qualquer origem) e quedas de raios.

Além da reposição dos bens que são perdidos caso aconteçam alguns desses incidentes, as coberturas podem garantir também uma indenização que cubra os custos com as obras de reconstrução do imóvel.

Isso vai depender se você optou por contratar um seguro com cobertura para o prédio (estrutura ou construção), para o conteúdo (móveis, utensílios, eletrodomésticos, etc.) ou ainda, para ambos os casos.

Coberturas Complementares

As principais coberturas complementares ou adicionais são para roubo ou furto qualificado, danos elétricos, vendaval (incluindo granizo, furacão e tornado), quebra de vidros, impacto de veículos e aeronaves, responsabilidade civil familiar e escritório na residência (home office).

Assistência Residencial

É possível ainda incluir na apólice de Seguro Residencial um plano de assistência 24 horas, que pode ser bem interessante para quem mora sozinho, passa muito tempo fora de casa ou não tem empregada, por exemplo.

Os serviços oferecidos atualmente são muito variados e poderão ser acionados em situações de emergência: chaveiro, encanador, faxineira, babá, serviços para animais domésticos, entre outros.

Existem os planos básicos, que muitas vezes são oferecidos gratuitamente pela seguradora, e os mais completos, onde o limite de utilização será maior, assim como, haverá um número maior de serviços.

É importante escolher o plano de assistência que se encaixa melhor com as suas necessidades, para que você não pague por serviços que nunca serão utilizados.

Dicas e cuidados para contratação do Seguro Residencial

Antes de contratar um seguro para sua residência, é importante que você avalie as garantias e o valor segurado de cada cobertura que será incluída na apólice. (O valor segurado também é chamado de LMI – Limite Máximo de Indenização)

Para isso, levam-se em conta, principalmente, as características do imóvel, o conteúdo existente (móveis, utensílios, eletrodomésticos, etc.) e as suas reais necessidades enquanto morador.

O valor segurado, ao contrário do que muita gente pensa, não deve ser determinado a partir do valor do imóvel, mas sim dos custos para reconstrução e reposição dos bens que possam ser roubados ou danificados.

O valor do terreno, portanto, não entra nessa conta, pois mesmo que sua casa seja inteiramente destruída, você ainda permanecerá dono do terreno.

Para determinar o custo de reconstrução, leva-se em conta o valor do metro quadrado, incluindo os acabamentos. Já o valor de reposição dos bens do interior da casa é estimado após um simples levantamento, feito por você mesmo ou, em alguns casos, após perícia da seguradora.

No caso de apartamentos, verifique as coberturas presentes na apólice do seu condomínio, para evitar pagar duas vezes pela mesma coisa, pois é dever do administrador de condomínio, conforme previsto no Código Civil – Lei nº 10.406 (art. 1.346), contratar seguros que cubram danos à estrutura do prédio contra o risco de incêndio ou destruição, total ou parcial.

É muito importante que você tenha a certeza de que seu seguro está cobrindo aquilo que você acha que ele está, para que nenhuma surpresa acabe surgindo de última hora, depois que o incidente já ocorreu.

Não esqueça que, como em qualquer outro seguro, existem exclusões, ou seja, determinadas situações ou itens que não estarão cobertos pela sua apólice de Seguro Residencial.

Quanto custa um Seguro Residencial

Para que você tenha uma ideia, o seguro para uma casa ou apartamento não chega a custar por ano nem 0,5% do valor do imóvel e, mesmo quando atinge 1%, não se compara com o preço do seguro para automóveis, por exemplo, que varia entre 3 e 9% do preço do veículo.

Fatores como a localização, tipo de imóvel, valor segurado, a quantidade e as coberturas que estarão sendo incluídas na apólice são alguns dos itens que influenciam no preço do seguro.

O seguro para um apartamento pode ter o custo 20% menor se comparado ao seguro de uma casa. Isso acontece porque apartamentos dispensam, por exemplo, coberturas como as de alagamento e vendaval, eventos que podem causar grandes prejuízos às casas.

Já as casas, por não contarem com itens de segurança como porteiro e câmeras, estão mais expostas à ação de bandidos, o que pode requerer uma cobertura reforçada de roubo e furto.

Por conta das suas características de uso e construção, o seguro para alguns tipos de imóveis pode sair mais caro, ter restrição para a contratação de algumas coberturas e até serem recusados por pelas seguradoras.

É o que acontece com as casas de veraneio que, por ficarem vazias a maior parte do tempo, se tornam mais vulneráveis a furtos e há mais riscos de destruição em caso de incêndio, pois não haverá ninguém para conter o fogo a tempo.

De igual modo, as casas de madeira são mais frágeis em caso de incêndio, vendaval ou alagamento, logo, é de se esperar que o seguro seja mais caro para imóveis que são construídos com este tipo de material.

Com relação à localização, alguns dos fatores que podem encarecer o preço do Seguro Residencial são: grande incidência de vendavais, raios, granizo e alagamentos ou ainda alto índice de roubo a residência.

O que fazer quando acontecer um sinistro

Em casos de sinistro, você deve procurar a sua seguradora o mais rápido possível e informar o que aconteceu. É possível fazer o aviso de sinistro por telefone e, na maioria das seguradoras, pela internet.

Não deixe de informar seu corretor de seguros, pois é ele quem o orientará quanto aos próximos passos que deverão ser seguidos e será o facilitador na sua relação com a seguradora.

Além disso, se for o caso, faça o registro de um Boletim de Ocorrência Policial e procure conservar os indícios e vestígios deixados no local, preservando todos os bens atingidos. Isso facilitará o trabalho dos peritos da seguradora no que diz respeito à averiguação dos fatos.

Em quanto tempo a indenização é paga? O pagamento da indenização, por lei, deve ser feito após a comunicação do sinistro em até 30 dias a partir do cumprimento de todas as exigências, ou seja, envio dos documentos solicitados pela seguradora.

Tenho que pagar franquia? No Seguro Residencial também há aplicação de franquia ou POS (Participação Obrigatória do Segurado). Para quem não sabe, é ela que estipula o valor mínimo de prejuízo necessário para que o seguro possa ser acionado, ou a quantia que deve ser desembolsada pelo segurado em caso de sinistro.

A franquia é cobrada apenas em algumas coberturas, como danos elétricos, vendaval, impacto de veículos e escritório em residência, e não costuma ultrapassar 10% do valor segurado para aquela cobertura.

Para um valor segurado de 5.000 reais na cobertura de danos elétricos, por exemplo, a franquia ou POS seria de, no máximo, 500 reais.

Diferente de como acontece em outros tipos de seguros, a franquia ou POS do Seguro Residencial é descontada do valor da indenização feita pela seguradora.

Conclusão

O Seguro Residencial é um seguro completo no que diz respeito às garantias, coberturas e serviços disponíveis para contratação.

Pode-se optar uma cobertura básica e um plano de assistência residencial simples, mas também, contratar um seguro com coberturas e serviços mais abrangentes, pagando-se mais por isso, é claro.

Sendo assim, avalie a sua real necessidade, os serviços oferecidos por cada seguradora, e contrate um Seguro Residencial adequado para proteger o seu imóvel, seus bens e sua família.

Como economizar no seguro de automóvel

seguro de automóvel é praticamente indispensável para os motoristas das grandes cidades brasileiras, mas quem compra, é claro,  torce para não precisar dele. Mesmo o melhor seguro – que oferece a maior indenização, o prêmio (custo do seguro) mais barato e os melhores serviços – só será usado em momentos desagradáveis, como roubo, furto ou acidente.

Sempre que for contratar um seguro para o seu veículo não deixe de pesquisar preços e benefícios de, pelo menos, três seguradoras. Vale a pena pesquisar, porque as diferenças de preços e ofertas de benefícios podem ser grandes de uma seguradora para outra. Procure a indicação de um corretor de seguros, amigos, familiares. Veja algumas recomendações úteis para você economizar no seguro de automóvel:

Os carros com seguro mais barato

Ao planejar a compra de um carro, você deve ficar atento aos modelos mais visados pelos ladrões, porque para estes, o custo do seguro será mais alto, já que aumenta o risco para a seguradora, pois eles tem uma maior probabilidade de “precisarem usar o seguro”. Vejamos um exemplo: carros com motor de baixa potência e modelos básicos indicam às seguradoras que o veículo será usado para transporte. Um motor de baixa cilindrada apresenta menor risco do que um mais potente e com apelos esportivos que têm um risco maior. Os modelos de carro que costumam atrair mais os ladrões, que muitas vezes “desmancham” os carros para vender as peças, são aqueles líderes de venda ou os mais populares, pois se o modelo vende muito, maior será a demanda por peças.

No caso de carros antigos e fora de linha, o prêmio cobrado do segurado pode chegar à metade do valor do veículo. Isso porque será muito difícil encontrar peças de reposição em caso de acidente e os custos são elevados, por isso a seguradora acaba tendo de repassar parte deles ao segurado.

Já tem seguro? Então, revise sua apólice

Se você está querendo contratar um seguro de carro barato e economizar, é importante começar sabendo o que você tem. Verifique na sua apólice atual o quanto você está pagando, quais são as coberturas que foram incluídas e como está o perfil de uso do veículo e do motorista principal.

Quais são as coberturas que preciso contratar?

Se o carro ainda não estiver quitado, é necessário contratar o seguro veicular com um percentual de indenização acima de 100% da Tabela FIPE. Isso se faz necessário, porque as seguradoras indenizam o valor de mercado do veículo e, se a quitação das parcelas ainda estiver no início, o valor da dívida ainda será maior do que o valor do carro.

Ao contratar as coberturas e seus respectivos valores, leve em conta o quanto o veículo é usado, quanto você tem em patrimônio, caso seja processado e tenha que pagar um indenização.

Considerando que o carro seja roubado, furtado ou precisa ficar em oficina para reparos, verifique se será necessário um carro reserva.

Qual o melhor tipo de franquia?

A franquia permite reduzir o preço do seguro de automóvel, na medida em que você se responsabiliza por uma parte de eventual prejuízo. O valor da franquia – a participação do segurado em parte do prejuízo – é estabelecido na proposta e na apólice. Quanto maior o valor da franquia, menor é o preço do seguro.

É importante você conhecer suas reais necessidades, para determinar o valor da franquia. Se a sua preocupação é com indenização integral, convém escolher uma franquia mais alta para reduzir o preço do seguro. Mas, se para você o risco maior é de pequenos danos, como batidas de pouca consequência, a melhor opção é uma franquia mais baixa, pois poderá ser utilizada mais de uma vez.

O perfil do seguro ou motorista principal

O questionário de avaliação de risco é o instrumento que as seguradoras usam para diferenciar os riscos dos diversos segurados. Pequenas diferenças no perfil de risco podem fazer muita diferença em relação ao preço do seguro de automóvel.

Os questionários de perfil e as informações solicitadas variam entre as seguradoras. Responda às perguntas com transparência, porque omitir informações pode custar caro mais tarde. Suas respostas serão confrontadas com as condições em que ocorrer um acidente. Por exemplo, se for solicitada no questionário de perfil a declaração de todas as pessoas que dirigem o seu veículo e com que frequência o fazem, responda cuidadosamente e de forma completa. No caso de um acidente com seu carro, causado por alguém que dirige o veículo habitualmente e que não está relacionado na lista do questionário do perfil, a seguradora pode recusar o pagamento da indenização.

Você deve pedir à seguradora, por intermédio do seu corretor de seguros, para alterar as informações do perfil do segurado, todas as vezes em que houver modificações, como mudança de endereço ou alteração dos condutores. Fique atento com as informações prestadas, porque o seu risco é medido por esse questionário, que é uma importante base de cálculo do preço do seguro. Se você não tinha garagem para guardar o carro à noite e passou a ter, o preço deverá cair, e vice-versa.

Atenção aos benefícios ou serviços adicionais

Os agrados que as seguradoras oferecem podem fazer você pagar mais caro pelo seguro de automóvel do que o necessário. Serviços para a sua residência, como bombeiros, chaveiros, eletricistas, técnicos de informática, motorista substituto e até veterinários, além de descontos em estacionamentos e despachante gratuito são bem-vindos, mas tem o seu preço. Verifique se você vai usar esses serviços, que só devem prevalecer em caso de desempate entre as propostas de seguro.

Instalação de equipamentos antifurto pode ajudar

O seu risco diminui e, por tabela, o custo do seguro, quando você instala equipamentos antirroubo fixos, como rastreadores e bloqueadores no seu carro. O desconto no preço final do seguro é variável, mas pode ser bem significativo. Algumas seguradoras oferecem esses dispositivos, que não são baratos, sob a forma de comodato.

Grupos de afinidade para empresas

Algumas seguradoras concedem descontos especiais para grupos constituídos de empregados da mesma empresa. São os chamados grupos de afinidade. As seguradoras costumam pedir comprovação do vínculo com o grupo na contratação ou na regulação de um sinistro, na medida em que foi concedida uma redução do custo do seguro.

Preço médio do seguro de carro

preço razoável do seguro de automóvel fica entre 3% e 4% do valor do carro. Um seguro que custe 10% do valor de um carro pode ser considerado “caro”, dependendo da sua necessidade de contratar uma proteção de seguro para veículo.

Seguindo estas recomendações, é possível economizar no seguro de automóvel, mas caso tenha alguma dúvida, se precisar de mais informações ou se quiser falar um pouco sobre sua experiência com o seguro de automóvel, não esqueça de deixar o seu comentário.