Como funciona o seguro de carro: guia completo para contratação do seu primeiro seguro

O momento da compra de um carro a gente não esquece. Algumas pessoas podem até falar que ele já é um bem comum, mas mesmo assim, ele não deixa de ser uma conquista a ser comemorada, principalmente se for o nosso primeiro.

Não sei se é o seu caso, normalmente aqueles que estão comprando um carro pela primeira vez, não tem muito a noção de como lidar com algumas das situações relacionadas à compra e acabam aprendendo através dos seus próprios erros.

Não precisamos errar primeiro pra só depois acertarmos. Por isso, antes de tudo, vamos ver a lista de 6 considerações para a boa compra de um carro que a revista Exame preparou:

  1. Avalie a sua capacidade financeira: Considere todas as despesas que o carro irá gerar e não comprometa muito a sua renda. É preciso levar em conta também os gastos com eventuais imprevistos.
  2. Novo ou usado? A grande vantagem do carro novo é não precisar se preocupar se ele já passou por algum acidente, teve algum problema mecânico e se era bem cuidado pelo antigo dono. Contudo, carros usados ou seminovos têm preços menores.
  3. Escolha a marca e o modelo: Defina o modelo de veículo que melhor atenderá as suas necessidades e compare as marcas considerando principalmente os custos de manutenção que o carro terá, a garantia oferecida, o eventual valor de revenda e o design que mais lhe agrada.
  4. Negocie: Quanto mais informações você tiver do veículo que pretende comprar, mais fortes serão os seus argumentos ao negociar com o vendedor. Não ceda às pressões. Antes de fechar o negócio, pesquise o preço do veículo em outras concessionárias, revendas e na internet.
  5. Comprar à vista ou financiado? A compra à vista pode trazer bons descontos, por isso é sempre a melhor opção. Se for financiar, o ideal é não parcelar em mais do que 36 meses. Entre as opções de financiamento, o consórcio é a que apresenta as menores taxas, seguidas do leasing e CDC.
  6. O seguro: A contratação do seguro é um passo fundamental a compra de um carro. Pesquisar o seguro no momento da compra pode ajudar na escolha do carro, já que os preços variam de acordo com o modelo.

Agora que já vimos o que é preciso considerar na hora de comprar um carro, vamos explorar mais a fundo o último item da lista – o seguro -, que é o nosso assunto.

É muito comum algumas pessoas ficarem confusas sobre o seguro de carro, seja por conta da linguagem própria do mercado  (o famoso segurês) ou pela falta de esclarecimentos por parte do corretor de seguros.

Vamos abordar aqui, de forma objetiva e o mais simples possível, tudo que você precisa saber para contratar o seu seguro com muito mais tranquilidade. Depois, é só engatar a primeira, pisar no acelerador e mandar ver. (Ops! Vá com calma e ponha o cinto).

Os tópicos deste artigo serão:

  • Por que ter um seguro de carro?
  • Os tipos de coberturas e serviços do seguro de carro
  • Quando custa o seguro de carro?
  • Passo a passo da cotação, contratação e renovação do seguro de carro
  • O que fazer em caso de sinistro?

Pronto para entender como funciona o seguro de carro? Vamos lá!

Por que ter um seguro de carro?

Seguros de Carros

Embora existam alguns bons motivos que eu poderia listar aqui e que já seriam razão suficiente para você contratar um seguro para o seu carro, pretendo fazer mais do que isso.

Em primeiro lugar, reflita um pouco…

Quais são os riscos aos quais você, seus eventuais passageiros e o seu carro estarão sujeitos no dia-a-dia? Quais deles você suportaria ou teria condições de assumir financeiramente caso acontecesse?

  • Um acidente de trânsito envolvendo outros veículos e vítimas poderia gerar despesas com oficina, novas peças e assistência às vítimas.
  • Um retrovisor ou para-brisa danificado, despesas com a mão-de-obra e a troca das peças.
  • Se o seu carro não fosse localizado após um roubo ou furto, despesas com a compra de um novo veículo.

Pensou?

Evidentemente, nem todo mundo está sujeito aos mesmos riscos. A probabilidade de um ou outro incidente acontecer, em maior ou menor intensidade, varia conforme as características que diferenciam os milhares de motoristas, veículos, regiões etc.

Podemos comparar o seguro ao pneu reserva (estepe) que nosso carro possui. Torcemos para não precisar dele, contudo, o deixamos sempre calibrado, pois sabemos que existe a possibilidade de um dia termos que lidar com um pneu furado.

Assim como nos preparamos para o risco de um pneu furar, podemos nos preparar também para lidar com outros imprevistos que possam acontecer como o nosso carro. A necessidade de contratar um seguro está justamente ligada àqueles riscos que você não quer ou não tem condições de assumir.

O André Bona, do Blog de Valor, explica melhor essa relação entre o seguro de carro e o planejamento financeiro. Ele fala que além de ser um facilitador em algumas situações, o seguro é uma ferramenta de “proteção” do nosso patrimônio, principalmente se ainda tivermos formando esse patrimônio.

Os tipos de coberturas e serviços do seguro de carro

Seguro de carro: coberturas e serviços

Usamos o carro para ir ao trabalho, supermercado, lazer e a muitas outras atividades que fazem parte do nosso dia-a-dia. Em todas essas situações, infelizmente, estamos vulneráveis aos riscos relacionados ao seu uso: roubo, colisão, acidente etc.

Na prática, o objetivo do seguro de carro é justamente minimizar os prejuízos decorrentes dessas situações, além de oferecer algumas outras facilidades através da prestação de serviços.

Como veremos a seguir, os riscos (roubo, colisão, incêndio etc) estarão garantidos, individualmente ou em grupo, por diversas coberturas. Estas coberturas, por sua vez, farão parte da sua apólice de seguro.

Cobertura para danos ao carro

Em geral, os seguros são formados pelas coberturas básica e as adicionais. No seguro de carro, a cobertura básica é aquela que cobre os principais danos que o veículo possa sofrer. Ela pode ser contratada de 2 duas formas:

  1. Incêndio, Roubo ou Furto: Como o próprio nome já diz, ela cobre os danos decorrentes de incêndio, assim como garante uma indenização em caso roubo ou furto do carro.
  2. Compreensiva: Essa opção, além de incluir os danos decorrentes de incêndio, roubo e furto do veículo, acrescenta a cobertura para colisão, sendo a mais completa.

Coberturas para danos causados ao motorista e passageiros

Se acontecer alguma coisa com o motorista ou os demais ocupantes do veículo, as coberturas de acidentes pessoais por passageiro (APP) são as que garantem uma indenização nesse caso.

Podem ser contratadas coberturas para morte, invalidez permanente e despesas médico-hospitalares, todas exclusivamente decorrentes de acidentes.

Cobertura para danos a terceiros

As coberturas de danos a terceiros ou RCF-V (Responsabilidade Civil Facultativa – Veicular) cobrem os danos materiais, corporais ou morais causados a terceiros ou aos seus bens.

Caso você seja obrigado a pagar uma indenização por conta de um acidente, a seguradora arcará com as despesas até o valor contratado, incluindo os gastos com advogados e custas judiciais.

É importante lembrar que não são classificadas como ‘terceiros’ bens e pessoas ligadas de alguma forma a você: familiares, funcionários, sócios e dependentes. Da mesma forma, não estarão amparados pelo seguro de carro os danos causados a bens de terceiros que estejam sob sua responsabilidade.

Coberturas adicionais

Além das citadas anteriormente, podem ainda ser incluídas coberturas e serviços como:

  • Vidros: Garante a reposição ou reparo em caso de danos ao para-brisa, vidros laterais, traseiro, faróis, lanternas e retrovisores.
  • Equipamentos e Acessórios: Cobertura para kit gás, aparelhos multimídia e equipamentos de adaptação para deficientes físicos, por exemplo.
  • Assistência 24 horas: Os planos de assistência 24 horas normalmente incluem reboque em caso de pane ou acidente, troca de pneu, chaveiro, ajuda em viagem etc.
  • Carro Reserva: Caso o seguro seja acionado, é possível contar com um carro reserva durante período um limitado ou indeterminado de dias, conforme a opção contratada.

O que não está coberto?

Depois de destacarmos as principais coberturas do seguro de carro que você encontra no mercado, vamos ver aquelas situações que não estão cobertas pelo seguro, seja por ser um ‘risco excluído’ ou pela perda de direito.

  1. Riscos Excluídos: Os principais riscos excluídos são para catástrofes sociais (guerra, rebelião, insurreição ou revolução), uso indevido do veículo em competições e inobservância das leis de trânsito (superlotação, reboque não apropriado etc).
  2. Perda de Direitos: Há perda direito quando são omitidas ou prestadas informações falsas, o veículo é dirigido por pessoa sem habilitação ou existe uma tentativa de fraude, por exemplo.

Quanto custa o seguro de carro?

Quanto custa o seguro de carro?

No seguro de carro funciona assim, quanto maior o risco de um roubo ou acidente acontecer, maior é o preço cobrado pela seguradora. Da mesma forma, o contrário, carros e pessoas que apresentam um menor risco, pagam menos pelo seguro.

É verdade quando falam que mulheres e idosos pagam menos pelo seguro e que o seguro para pessoas entre 18 e 24 anos é mais caro. Tanto a primeira como a segunda afirmação é confirmada pelo histórico das seguradoras.

Na hora de calcular o preço do seguro, leva-se em conta, entre outras coisas, o modelo do veículo, seu uso, perfil dos motoristas e região de circulação. Baseadas em um histórico anterior de perfis parecidos com o seu, a seguradora sabe quanto precisa cobrar para ter condições de pagar as futuras indenizações.

As coberturas e serviços contratados também influenciam bastante no preço final do seguro. Fique atento! Quanto mais abrangente for o seguro, maior será o valor a ser pago. Avalie bem as coberturas, benefícios e serviços extras que lhe forem oferecidos.

Não existe uma tabela de preços do seguro de carro, mas para que você tenha uma ideia, no Rio de Janeiro, por exemplo, um seguro incluindo as coberturas que em geral são contratadas, pode custar entre 3% e 5% do valor do veículo, dependendo da região de circulação.

Quer contratar um seguro de carro barato? Neste artigo, listamos algumas dicas de como economizar no seguro.

Passo a passo para cotação, contratação e renovação do seguro de carro

Contratar e renovar uma apólice de seguro de carro é relativamente simples. Desde a cotação até a contratação do seguro, tudo pode ser feito do conforto da sua casa ou trabalho, por meio do telefone ou internet.

1. Encontre um corretor de seguros

O primeiro passo é procurar um corretor de seguros. Nesta busca, dê preferência aos profissionais e empresas que forem indicados por seus familiares e amigos, ou que tiverem uma boa reputação na internet. Assim, você já saberá de antemão se ele presta um bom serviço aos seus clientes.

O corretor de seguros é o profissional que te auxiliará na cotação, escolha das coberturas, contratação e renovação do seguro. Ele também te representará junto à seguradora neste e em qualquer outro assunto relativo ao seguro.

2. Faça uma cotação

A cotação é uma prévia do seguro. É através dela que você sabe o custo do seu seguro e de cada uma das coberturas e serviços incluídos. Sendo assim, peça ao seu corretor de seguros que faça cotações no maior número possível de seguradoras.

Não se assuste, no momento da cotação são solicitadas informações do veículo, do proprietário e dos condutores. Como vimos anteriormente, as seguradoras se basearão nestas informações para calcular o preço do seguro.

É importante ser o mais honesto possível ao passar os seus dados. Em um eventual sinistro (situação em que o carro sofre um acidente ou algum dano material), caso seja verificado que houve uma omissão ou mentira, a seguradora pode negar a indenização alegando má fé da sua parte.

Continuando. Recebendo as cotações das seguradoras, confira se todas as informações relacionadas ao uso do veículo estão corretas. Da mesma forma, em conjunto com o seu corretor de seguros, verifique se as coberturas e serviços incluídos atendem as suas necessidades.

Neste momento, é importante considerar:

  • Franquia: A franquia é o valor que você paga para acionar o seguro na hora do sinistro.
    Essa participação só ocorre em casos de dano parcial, ou seja, quando o custo do reparo não alcança 75% do valor do veículo. Quanto menor o valor da franquia, maior será o valor a ser pago pelo seguro.
  • Tabela FIPE: A seguradora se baseia em um percentual da Tabela FIPE ao pagar uma indenização. É possível contratar um percentual igual, maior ou menor que 100%. Quanto maior for o percentual de indenização, mais caro custará o seguro.
  • Formas de Pagamento: Em geral, o pagamento pode ser feito à vista ou parcelado em até 12x através de boleto, débito em conta corrente ou cartão de crédito. Na maioria das seguradoras, as opções sem juros vão até 5 parcelas.

3. Contratação e assinatura da proposta

Definida a seguradora, coberturas e serviços e forma de pagamento, o corretor de seguros emite uma proposta contendo todas as informações passadas por você, além das do seguro proposto: dados do veículo, proprietário, condutores, coberturas, início e fim da vigência, coberturas, valores etc.

A proposta assinada por você deve ser enviada para a seguradora. Seja como for, é sempre bom guardar uma cópia até que ocorra a emissão da apólice. A princípio, a proposta é a sua garantia da contratação do seguro.

É no momento do fechamento da proposta que você é alertado quanto à necessidade ou não de realizar uma vistoria no veículo. Quando ele é usado, e em algumas outras situações mais específicas, a seguradora sempre solicita que o carro seja vistoriado.

Essa vistoria serve, entre outras coisas, para que a seguradora saiba qual é a real situação do veículo, se possui avarias e se as informações passadas correspondem com as do documento (CRLV).

4. Emissão da apólice

Após o envio da proposta, pagamento da primeira parcela (ou à vista) e a realização da vistoria (se necessária), a seguradora tem até 15 dias para se posicionar quanto à aceitação ou não do seguro. Sendo aceito, ela emite a apólice.

A apólice é o documento oficial emitido pela seguradora pelo qual ela informa que aceitou o seguro. Junto com a apólice, são enviadas para você as condições gerais, onde consta detalhadamente a abrangência de todas as coberturas do seguro e também os riscos excluídos.

Endosso

Caso haja qualquer mudança nos dados informados inicialmente para o seguro é preciso comunicar a seguradora o quanto antes para que seja realizado o acerto. Isso é feito através da emissão de um endosso, documento pelo qual a apólice é alterada.

Caso não seja informada uma mudança no endereço de pernoite, uso do veículo ou alteração dos condutores, por exemplo, a seguradora pode vir a recusar a indenização em um eventual sinistro.

Pagamento e Cancelamento

É imprescindível que você mantenha os pagamentos do seguro em dia se parcelados. O não pagamento acarreta no cancelamento da apólice e perda cobertura.

A qualquer momento você também pode solicitar o cancelamento da sua apólice. Funciona assim, a seguradora faz um cálculo do que já foi pago e parte do valor poderá ser devolvido.

5. Renovação

Passado um ano da contratação do seu seguro, ou terminada a vigência da apólice, o seguro pode ser renovado na própria seguradora onde ele foi contratado ou em qualquer outra seguradora.

Com o tempo, as nossas necessidades tendem a mudar, por isso, é importante verificar se as coberturas e serviços serão mantidos ou se precisarão ser alterados para nos atenderem melhor.

No mais, as etapas são as mesmas, a única diferença é que você terá um bônus, que nada mais é do que um desconto dado aos clientes que não tiveram sinistros no último ano, ou seja, que não acionaram o seguro.

O que fazer em caso de sinistro?

O que fazer em caso de sinistro?

Infelizmente, ninguém está livre de se envolver em um acidente ou ter o seu veículo roubado. Se isso acontecer, entre em contato com o seu corretor de seguros ou seguradora o mais breve possível.

No mais, as medidas a serem tomadas são as medidas padrão: abrir um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima, anotar as dados de contato das testemunhas e de outros envolvidos, e assim por diante.

O próximo passo, caso o seu veículo tenha sofrido algum dano, será levá-lo a uma oficina para fazer um orçamento e posterior reparo. As seguradoras normalmente indicam uma lista de oficinas credenciadas, mas permitem que você escolha a que achar mais conveniente.

Feito o orçamento e verificado o valor do prejuízo, se este não ultrapassar o valor correspondente a 75% do valor do veículo, você paga a franquia diretamente para a oficina e o reparo do carro é feito.

Quando o valor do prejuízo ultrapassa 75% do valor do veículo é considerada a perda total (PT), o mesmo quando o veículo é roubado e não localizado.

Conclusão

Existem muitos riscos que são cobertos pelo seguro de carro e, neste momento, é importante verificar quais deles você pode e está disposto a assumir. Isso fará com que você contrate somente as coberturas e serviços que realmente precisa.

Se você possui uma reserva destinada exclusivamente ao seu veículo e não tiver um histórico ruim como motorista, pode ser interessante optar por uma franquia maior, pagando menos pelo seguro.

Para os carros que não possuem muitos opcionais e acessórios, pode ser uma boa opção contratar o seguro com um percentual de indenização menor da Tabela FIPE, o que já não é bom para quem ainda está no início de um financiamento.

Por fim, nem tudo é preço. Se estiver dentro das suas condições, avalie bem a contratação daquelas coberturas e serviços extras que lhe pouparão tempo e dor de cabeça caso aconteça algum imprevisto.

Infográfico: Seguro Fiança Locatícia X Título de Capitalização para Aluguel

Quando procuramos um imóvel para alugar, muitas vezes, as orientações sobre a garantia exigida para a locação não vão de encontro à nossa realidade e necessidades de inquilino.

E o que acontece?

Além não nos sentirmos confortáveis com a situação, ficamos cheios de dúvidas. Pois não temos as informações mínimas necessárias para fazer uma boa escolha.

As opções de garantia locatícia ou caução que estão previstas na Lei do Inquilinato vão desde o fiador, passando pela caução em dinheiro, títulos e ações, até seguros.

As modalidades que tem maior aceitação no mercado imobiliário são: fiador, seguro fiança locatícia, título de capitalização para aluguel e caução em dinheiro (cada vez menos).

Mas qual a melhor opção?

Neste infográfico, comparamos duas dessas modalidades de garantia locatícia, que são as comercializadas pelas seguradoras e empresas de capitalização: seguro fiança locatícia e título de capitalização para aluguel.

Existem algumas diferenças entre essas duas modalidades, o que torna uma ou outra a melhor escolha de acordo com o seu perfil ou capacidade financeira.

Quer entender melhor como cada uma delas funciona?

Este infográfico contém:

  • O que é e como funcionam o seguro fiança e o título de capitalização.
  • As diferenças que existem na contratação, preços, condições de pagamento, exigência de comprovação de renda e renovação do contrato.
  • As garantias de cada modalidade, incluindo as coberturas de contratação obrigatório ou opcional.
  • Qual o valor será devolvido com o fim da locação.
  • O que acontece em caso de inadimplência.
  • Vantagens e desvantagens de cada uma na hora de alugar um imóvel.

O conteúdo parece interessante? Então baixe o infográfico completo em alta resolução aqui ou clique na imagem.

[Infográfico] Seguro Fiança Locatícia X Título de Capitalização para Aluguel

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Seguro fiança locatícia: tudo sobre o seguro que substitui o fiador

Alugar um imóvel não tá fácil, são tantas as burocracias que às vezes até dá vontade de desistir e jogar a toalha, não é mesmo?

Conseguir um fiador então, nem se fala! Principalmente, se você tiver mudado de cidade e os familiares ou amigos não estiverem por perto pra te ajudar.

Por conta do custo quase que zero, normalmente o fiador é a nossa primeira opção quando o assunto é a garantia locatícia ou caução exigida na hora de alugar um imóvel.

Mas, pode ser que para você essa não seja uma opção.

Quando o fiador deixa de ser uma possibilidade, precisamos recorrer a outras modalidades de garantia que são aceitas pelo mercado imobiliário e que também estão amparadas pela Lei do Inquilinato.

Juntamente com o título de capitalização para aluguel, o seguro fiança locatícia é uma dessas alternativas ao fiador e até mesmo a caução em dinheiro.

Segundo indicadores do Secovi-SP, no estado de São Paulo, o seguro fiança para aluguel já responde por algo em torno de 20% dos contratos de locação, crescendo ano após ano.

Se você quer entender como funciona este tipo de seguro e saber se esta é a melhor opção de garantia locatícia no seu caso, continue lendo o artigo.

O que é o seguro fiança locatícia?

O que é o seguro fiança locatícia?

O seguro fiança locatícia, também conhecido como seguro aluguel, é o seguro que, em caso de inadimplência, garante ao proprietário do imóvel o pagamento dos aluguéis e de outros encargos assumidos na locação.

Este tipo de seguro pode ser utilizado na locação de imóveis residenciais, comerciais e não residenciais (consultórios e escritórios, por exemplo) localizados exclusivamente em regiões urbanas.

Enquanto inquilino, você será o responsável pela contratação e pagamento do seguro junto à seguradora. Em contrapartida, o proprietário será o segurado e beneficiário do seguro, ou seja, quem receberá a indenização.

Na prática, funciona assim, caso seja preciso acionar o seguro por um atraso no pagamento do aluguel, a seguradora paga ao proprietário os valores em aberto, mas busca junto ao inquilino o ressarcimento da indenização que precisou fazer.

Quanto custa o seguro fiança locatícia?

Considerando apenas a inclusão da cobertura básica, que garante principalmente o pagamento do aluguel, o custo anual do seguro fiança varia entre 1 a 2 vezes o valor do aluguel.

Para facilitar a conta, você pode considerar o custo adicional de 1 a 2 aluguéis por ano no seu orçamento, que será o valor pago pela contratação do seguro.

O que vai influenciar diretamente no preço do seguro fiança locatícia é o resultado da análise de crédito e cadastro da seguradora.

Outro fator que pesa bastante é a exigência da contratação de determinadas coberturas adicionais por parte da imobiliária ou proprietário.

A boa notícia, segundo o Tudo Sobre Seguros, é que a crescente procura este tipo de seguro tem aumentando a concorrência entre as seguradoras, promovendo uma queda dos preços ao longo do tempo.

Seguro fiança locatícia: vantagens e benefícios também para o inquilino

Seguro fiança locatícia: vantagens e benefícios também para o inquilino

Apesar de parecer à princípio que somente o proprietário se beneficiará do seguro, você também poderá usufruir de alguns benefícios.

Assim, listamos abaixo 5 vantagens que julgamos serem as mais relevantes:

1. Não precisar de um fiador: O seguro fiança substitui a figura do fiador e você não precisa do favor de ninguém para alugar o imóvel. Na prática, a seguradora é a sua fiadora para todos os efeitos.

2. Mais agilidade na análise de cadastro: Uma vez que a análise de crédito e cadastro é feita diretamente pela seguradora, você ganha agilidade e não perde tempo, ao contrário do que normalmente acontece quando isso é feito internamente pela imobiliária.

3. O custo do seguro pode ser parcelado: As seguradoras oferecem diversas opções de pagamento, inclusive disponibilizando o parcelamento do custo do seguro através de boleto, débito em conta corrente, cartão de crédito ou diretamente no boleto do aluguel.

4. Descontos progressivos na renovação: Assim como acontece em outros tipos de seguros, o de fiança locatícia também prevê a concessão de bônus, ou seja, se a seguradora não for acionada, você terá direito a descontos no pagamento do seguro no momento da renovação.

5. Serviços de reparos emergenciais: Você pode acionar a assistência 24 horas da seguradora quando precisar de algum reparo emergencial no imóvel, além de ter à disposição outros serviços bastante úteis como: fixação de ventilador de teto, limpezas de caixas d’água, entre outros.

Coberturas do seguro aluguel: o que está coberto e o que não está coberto pelo seguro de fiança locatícia

Coberturas do fiança locatícia

O objetivo principal do seguro fiança locatícia é proteger o proprietário do imóvel frente a uma possível inadimplência da sua parte, seja em relação ao aluguel ou aos outros encargos assumidos na locação.

O que seguro fiança locatícia cobre?

A cobertura básica, que obrigatoriamente deve ser incluída no seguro, garante ao proprietário o recebimento dos aluguéis que você deixar em aberto, além das multas moratórias e os custos com uma eventual ação de despejo.

Mas a locação, na maioria das vezes, não implica somente no pagamento de um aluguel mensal, por isso, algumas coberturas foram criadas para garantir os demais riscos envolvidos.

As principais coberturas adicionais, que opcionalmente poderão ser incluídas no seguro, são para garantir o pagamento de alguns dos encargos básicos que incidem sobre o imóvel: condomínio, IPTU, água, luz e gás canalizado.

Além destas, também tem as coberturas que cobrem eventuais danos ao imóvel ou a entrega do imóvel com a pintura interna ou externa em condição diferente da que foi recebida.

Por último, tem a cobertura que garante o pagamento da multa por rescisão contratual, devida ao proprietário caso o inquilino solicite o encerramento da locação antes do prazo estipulado em contrato.

O que o seguro fiança locatícia não cobre?

Ao contrário do que alguns pensam, este não é um seguro que você pode acionar caso fique impossibilitado de pagar o aluguel por conta de uma doença, desemprego ou qualquer outro motivo.

O seguro que garante a você essa ajuda em um eventual imprevisto é o chamado seguro prestamista. É comum esse tipo de seguro ser oferecido por bancos e financeiras.

Normalmente, em todo contrato de locação, o inquilino assumi a responsabilidade de entregar o imóvel nas condições que recebeu. Desta forma, não caberá a seguradora reembolsar ao inquilino os gastos que ele teve com a conservação ou reparos no imóvel.

Para garantir, entre outras coisas, a reconstrução do imóvel, ou parte dele, por conta de um incêndio, explosão, queda de raio ou dano elétrico, por exemplo, o ideal é contratar um seguro residencial.

O mesmo vale também para as demais coberturas adicionais e a de multa por rescisão contratual. Se devida, será de sua responsabilidade, enquanto inquilino, arcar com o pagamento.

Alguns argumentos para você negociar com o proprietário ou imobiliária a exclusão de determinadas coberturas

As coberturas influenciam e muito no custo final do seguro. Quanto mais coberturas forem contratadas, mais caro custará o seguro.

No entanto, mesmo sabendo disso, alguns proprietários e imobiliárias insistem em exigir, não poucas as vezes, coberturas que entendemos ser desnecessárias em muitos casos.

Por essa razão, vamos explorar alguns bons argumentos que você poderá usar na hora de negociar a exclusão de uma ou mais coberturas do seguro.

Água, Luz e Gás Canalizado

Em geral, a entrega das chaves só acontece após a comprovação da transferência das contas de água, luz ou gás canalizado, que deve ser feita junto as suas respectivas concessionárias locais.

Quando isso é feito, em caso de não pagamento de um desses encargos, o principal prejudicado será o próprio inquilino, que além de ter o serviço suspenso, ficará com o seu nome sujo na praça.

Por conta disso, uma vez que nem o imóvel e nem o proprietário serão prejudicados em caso de inadimplência, a inclusão dessa cobertura poderá se tornar desnecessária.

Pintura Interna e Externa

A inclusão da cobertura de pintura interna se torna importante, principalmente, quando entre os futuros inquilinos existirem crianças pequenas ou animais domésticos que, em alguns casos, podem antecipar a necessidade de manutenção na pintura do imóvel.

Já no caso da cobertura de pintura externa, é bom lembrar que ela só pode ser incluída em imóveis do tipo ‘casa’. Ainda assim, naqueles imóveis em que a pintura esta sujeita somente a ação do tempo e da natureza, você ainda pode tentar negociar a exclusão.

Danos ao imóvel

Com relação a cobertura de danos, quanto mais baixa for a qualidade do acabamento do imóvel, menor será a necessidade da sua contratação. É bom considerar também o estado de conservação do imóvel, pois quanto pior for, menor será também a necessidade dessa cobertura.

Multa por rescisão contratual

Em em algumas locações, apesar de possuir prazo de 30 meses, fica previsto em contrato que o inquilino pode solicitar o encerramento da locação passado 12 meses sem a necessidade de pagar a multa por rescisão contratual.

Se for este o seu caso, ou se o valor da multa for pequena em relação ao valor do aluguel, pode ser que seja possível negociar a exclusão da cobertura de multa por rescisão contratual, uma vez que você estará liberado do pagamento logo no início do contrato.

Como fazer um seguro fiança locatícia: o passo-a-passo completo da contratação até a emissão da apólice

Como fazer um seguro fiança locatícia

A contratação do seguro fiança locatícia sempre deve ser feita por intermédio de um corretor de seguros, independente se a locação esteja sendo feita por meio de uma imobiliária, administradora de imóveis ou diretamente com o proprietário.

Normalmente, quando a locação é feita por intermédio de uma imobiliária ou administradora de imóveis, é comum ela já indicar um corretor de seguros. Se não for o caso, será preciso que você mesmo procure um corretor de sua confiança.

É importante lembrar que, mesmo nas locações onde tudo é tratado diretamente com a imobiliária, existirá um corretor de seguros responsável pela intermediação e contratação do seguro junto a seguradora.

Veja o passo-a-passo da contratação do seguro fiança locatícia até a emissão da apólice:

1. Envio dos documentos: Após escolha do imóvel, é preciso enviar os documentos pessoais e de comprovação renda para a análise cadastral junto a seguradora. Isso é feito através da imobiliária ou diretamente pelo corretor de seguros.

2. Aprovação do cadastro: Na maioria das vezes, a aprovação ou reprovação do cadastro já é passada na primeira resposta da seguradora (24 horas), mas pode acontecer dela solicitar documentos adicionais para entender melhor o seu perfil ou renda.

3. Elaboração da proposta: Aprovado o cadastro, o corretor de seguros seguirá com a elaboração da proposta. É nesta hora que você poderá negociar com o proprietário ou imobiliária as coberturas, forma de pagamento e a vigência da sua apólice.

4. Elaboração de laudo de vistoria: Se forem incluídas as coberturas de danos ao imóvel ou pintura, será necessária ainda a elaboração de um laudo que contenha uma descrição detalhada do estado do imóvel, incluindo fotos, que servirão de referência ao final da locação.

5. Assinatura do contrato de locação: Elaborada a proposta, será preciso incluir uma cláusula específica no contrato de locação. Entre outras coisas, ela informará que o seguro fiança será a garantia locatícia do contrato. Feito isso, segue-se com a assinatura do contrato de locação.

6. Emissão da apólice: O contrato de locação, juntamente com a proposta do seguro e o laudo de vistoria do imóvel (se necessário) deverão ser encaminhados à seguradora para a emissão da apólice, que ocorrerá em até 15 dias, após análise dos documentos e comprovação do pagamento.

Dica: A apólice é o documento pelo qual a seguradora sinaliza quanto a aceitação do seguro e onde constam detalhadamente todas as suas informações: início e fim da vigência, coberturas e serviços incluídos, cláusulas contratuais, entre outras coisas.

Os documentos necessários para análise cadastral e os cuidados que você deve ter neste momento

Para a análise cadastral junto a seguradora, é preciso que você e os demais ocupantes do imóvel apresentem os seus respectivos documentos pessoais e de comprovação de renda.

Para aqueles que trabalham pelo regime CLT (que tem Carteira de Trabalho assinada) ou são funcionários públicos, basta apresentar os contracheques ou demonstrativos de pagamentos dos últimos 3 meses.

Já os que possuem renda informal, em geral, precisarão apresentar a última declaração do imposto de renda pessoa física e os extratos bancários detalhados dos últimos 6 meses.

Tenha cuidado e atenção!

A aprovação cadastral é condição obrigatória para a contratação do seguro fiança, por isso, nada de achar que já enviou documentos demais, deixando de lado um ou outro documento solicitado.

Uma vez que o preço do seguro se dá após a análise do risco de inadimplência, quanto mais informações suas a seguradora tiver, melhor será a análise do risco, e consequentemente, a precificação. Ou seja, seu seguro poderá sair mais barato.

Qual a renda necessária para a locação e qual o limite de comprometimento aceitável?

O comprometimento com o aluguel aceito pela maioria das seguradoras é de 30% da renda, ou seja, você precisa comprovar renda igual ou superior a 3 vezes o valor do aluguel pretendido para ser aprovado.

Se você não tiver renda suficiente, é possível incluir uma ou mais pessoas para complementar a renda, mesmo que elas não sejam seus familiares diretos ou que não venham a residir no imóvel.

Mas, antes de tudo, é bom que elas estejam cientes de que também comprometerão a própria renda e que, em caso de inadimplência da sua parte, também serão acionadas para honrar com os pagamentos.

Prazos de vigência e renovação da apólice

O seguro poderá ser contratado com vigência anual ou plurianual (mais de 1 ano). Mas, o prazo de vigência escolhido dependerá da negociação que você tiver com o proprietário ou imobiliária, além de outras variáveis.

Quando o prazo de locação ou tempo mínimo de permanência no imóvel for superior a 1 ano e estiver previsto o pagamento de multa em caso de rescisão contratual, provavelmente, será exigida um seguro com a mesma vigência do contrato de locação.

Não é o caso quando no contrato de locação está prevista a saída do inquilino após o prazo de 1 ano sem pagamento de multa por rescisão contratual, por exemplo, onde provavelmente a exigência será de um seguro com vigência anual.

É importante você saber que, independente do prazo de vigência do seguro, você precisará renovar a apólice ao fim de cada ciclo até o encerramento do contrato de locação.

Principais empresas do segmento

A empresa que atua há mais tempo com este tipo de seguro é a Porto Seguro, seguradora que responde por mais de 90% das apólices emitidas neste segmento, segundo levantamento recente do mercado.

Outras seguradoras bastante conhecidas também oferecem o seguro fiança para aluguel: Grupo BB Mapfre e Bradesco Seguros (mais recentemente).

Inadimplência: o que acontece se você não pagar o aluguel

Inadimplência: o que acontece se você não pagar o aluguel

Quando você assume um compromisso, acredito que não passa pela sua cabeça, pelo menos intencionalmente, a possibilidade de não honrá-lo, principalmente quando se trata de um aluguel.

No entanto, mesmo não podendo prever antecipadamente as motivos, existe a possibilidade de você não conseguir se manter em dia com as suas obrigações de inquilino.

Por conta disso, é bom você saber o que acontecerá a partir do momento que não realizar o pagamento do seu aluguel ou dos demais encargos relativos ao imóvel.

Quando o seguro pode ser acionado pelo proprietário?

Via de regra, o proprietário poderá acionar o seguro à partir do segundo aluguel vencido e não pago. Para isso, é claro, precisará comprovar por meio de documentos a sua inadimplência.

Antes desse prazo, ele ou imobiliária buscará uma solução diretamente com você, ou seja, tentará negociar o pagamento dos atrasados sem que seja preciso recorrer ao seguro.

Não encontrada uma solução e acionado seguro, em um primeiro momento, novamente, o objetivo da seguradora será fazer com que você realize o pagamento de todos os valores em abertos.

Não sendo possível, a seguradora passará para a próxima etapa que é nomear um advogado que recorrerá à justiça dando início a ação de despejo.

É neste momento que você poderá negociar o pagamento dos atrasados de forma parcelada. Apesar da facilidade que você terá, é bom lembrar que também serão incluídos os juros e custos advocatícios ao total da dívida.

Se chegar a esse ponto, não deixe a oportunidade passar. Pois, por vezes, pode ser que uma situação atípica tenha levado você a perder o controle do seu orçamento e essa será a sua última chance de colocar as contas do aluguel em ordem.

Se você não fizer nenhum acordo, a ação de despejo culminará com a sua saída obrigatória do imóvel e uma dívida que será cobrada judicialmente pelos advogados que representam a seguradora e o proprietário.

Conclusão: é a melhor opção para mim?

Conclusão: é a melhor opção para mim?

O seguro fiança locatícia é uma boa opção quando o custo fica dentro do orçamento e, melhor ainda, quando existe a possibilidade de parcelar o pagamento.

É uma boa alternativa também quando a caução através de dinheiro (o famoso depósito caução) não é aceita pelo locador ou imobiliária, o que está ficando cada vez mais comum.

Agora, quando o seu cadastro não é aprovado pela seguradora ou, mesmo com o cadastro aprovado, o seguro ficar muito caro, é melhor buscar uma solução alternativa.

Uma das soluções a serem consideradas é a caução através de título de capitalização, modalidade que vem ganhando cada vez mais aceitação entre inquilinos, proprietários e imobiliárias.

Aliás, publicamos um infográfico onde explicamos a diferença entre o seguro fiança e o título de capitalização para aluguel e listamos as principais vantagens e desvantagens de cada uma dessas modalidades de garantia locatícia.

Infográfico

Seguro Fiança Locatícia X Título de Capitalização para Aluguel

Título de capitalização para aluguel: tudo que os futuros inquilinos precisam saber

Independente do motivo que tenho levado você a tomar decisão de alugar um imóvel, imagino que já esteja tendo que lidar com a ansiedade, alegrias e dificuldades que fazem parte desse momento, não é mesmo?

Afinal, existem algumas etapas simples nessa jornada até a mudança para o novo imóvel, mas também tem aquelas situações que, não raras as vezes, te fazem perder a cabeça.

Logo de início, você já se depara com as diferentes (e muitas!) exigências que os proprietários e imobiliárias fazem aos futuros inquilinos. Pode ser frustrante às vezes, mas infelizmente faz parte desse tipo negociação.

Por ora, abordaremos aqui sobre a exigência de se apresentar uma caução (ou garantia locatícia) ao proprietário e em como o título de capitalização pode ser um facilitador neste momento.

O que você encontrará neste artigo:

Continue lendo o artigo, saiba como funciona o título de capitalização para aluguel e veja se essa é a modalidade de caução mais adequada para você.

O que é o título de capitalização para aluguel?

O que é o título de capitalização aluguel?

Me responda, quando o assunto é ‘título de capitalização’, qual a primeira coisa que vem a sua mente?

Provavelmente, aqueles milhares de reais em prêmios das propagandas dos bancos (PIC, OuroCap, Pé Quente, etc), ou podem ser os sorteios que acontecem no canal do apresentador mais famoso da televisão brasileira, Sílvio Santos (Má oêêê!).

De fato, o título de capitalização é um pouco de tudo isso mesmo. Ele é um mecanismo utilizado por muitas empresas para a realização de promoções e premiações das mais diversas.

E o que a locação de imóveis tem a ver com isso?

Não faz muito tempo, foram criados produtos específicos para que os títulos de capitalização pudessem ser utilizados como caução em contratos de locação de imóveis conforme previsto na Lei 8.245/91, a chamada ‘Lei do Inquilinato’.

Geralmente, esses produtos são comercializados com o nome de título de capitalização para locação de imóvel ou título de capitalização para aluguel de imóvel, ou simplesmente capitalização para aluguel.

Funciona assim, caso você fique inadimplente, o proprietário poderá solicitar o resgate do título de capitalização que você contratou e utilizar o valor para quitar os débitos não pagos.

Entretanto, com o término do contrato de locação, cumprindo com todas as suas obrigações enquanto inquilino, você poderá ter 100% da reserva de capitalização de volta em valores atualizados.

Quanto custa o título de capitalização para aluguel?

O custo varia conforme o valor da caução negociada com o proprietário, mas normalmente é exigida a contratação de um título de capitalização no valor de 6 a 12 vezes o aluguel mensal (encargos, somente em alguns casos).

Por exemplo, para um imóvel no valor de 1.000 reais onde a exigência é uma caução de 6 vezes o valor do aluguel, você precisará contratar um título de capitalização no valor de 6.000 reais.

Espera aí! Nesse momento você poderia estar pensando…

- Título de Capitalização é furada! E nesse valor, pior ainda!
- Esse valor não tá muito alto para quem vai apenas alugar um imóvel?
- Se eu tivesse esse dinheiro todo, daria a entrada na minha casa própria!

Não desanime, no seu caso, o título de capitalização para aluguel ainda pode ser ou não a melhor opção. Continue lendo o artigo e você verá que ainda existem outros pontos a serem considerados antes de você descartar essa opção.

Da contratação aos benefícios: as vantagens do título de capitalização para aluguel

Vantagens da capitalização para aluguel

Se comparado com as demais modalidades de garantia locatícia, o título de capitalização apresenta algumas vantagens. Para que você entenda melhor, listamos 8 vantagens que julgamos serem as mais importantes.

1. Não depender de um fiador para alugar. É isso mesmo! O título de capitalização substitui a figura do fiador e você não dependerá daquele favorzinho do seu parente ou amigo.

2. Serve para qualquer tipo de imóvel: É possível utilizá-lo como caução na locação de imóveis residenciais, comerciais, galpões, terrenos, prédios, etc.

3. Não será necessário comprovar renda para contratá-lo, nem mesmo se submeter a qualquer tipo de análise de crédito ou cadastro. Inclusive, restrições financeiras não será impedimento para a contratação.

4. A contratação é rápida e simplificada, pois você precisará assinar apenas uma proposta e efetuar o pagamento de um único boleto, que são gerados com dados cadastrais básicos dos envolvidas na locação.

5. A renovação é automática, ou melhor, a reaplicação é feita de forma automática até o final do contrato de locação. Não sendo necessário que você envie uma nova proposta, nem mesmo que desembolse qualquer valor.

6. Seu dinheiro de volta no final: Como a maioria dos títulos de capitalização, o de locação também prevê a devolução do valor referente a reserva de capitalização ao final da vigência.

7. Participação em sorteios: Dependendo da empresa que escolher, você terá direito a participar de sorteios semanais ou mensais concorrendo a prêmios em dinheiro.

8. Assistência residencial gratuita: As empresas de capitalização também oferecem gratuitamente serviços que podem ser acionados para realizar reparos emergenciais no imóvel que você irá alugar: chaveiro, eletricista, encanador, entre outros.

Desvantagens: por que o título de capitalização pode não ser a melhor opção?

Desvantagens da capitalização para aluguel

Seja pela sua natureza (título de capitalização) ou como se dá a contratação (pagamento à vista), determinadas características dessa modalidade de caução a tornam desvantajosa em alguns casos. Veja quais são:

1. É preciso pagar à vista, pois na capitalização para aluguel o título é do tipo PU (Pagamento Único), ou seja, paga-se o valor à vista no momento da contratação.

2. O proprietário é quem estipula o valor da caução, ainda assim, é possível negociar o valor da caução. O importante é chegar a um consenso para que todos os envolvidos fiquem satisfeitos com o valor acordado.

3. O rendimento não é satisfatório, desta forma, não espere rendimentos superiores aos investimentos tradicionais, o valor da reserva de capitalização é atualizado conforme a TR (Taxa Referencial) e os juros da poupança.

4. Tem desconto se resgatar antes do prazo: O título de capitalização é formatado para que você só o resgate ao final da vigência. Desta forma, se você ou o proprietário solicitar o resgate antecipado, o valor sofrerá um desconto.

Vantagens e desvantagens para os proprietários e imobiliárias

Proprietários e imobiliárias: vantagens e desvantagens

Se você entender que essa é a melhor opção e o proprietário ou imobiliária ainda não trabalhar com esse tipo de caução, será preciso ter os argumentos certos para convencê-los. Então, vamos a eles:

O proprietário terá a proteção que precisa para alugar o imóvel sem riscos, podendo estipular o valor de caução que julgar necessário. No caso de inadimplência da sua parte, ele poderá solicitar o resgate do título de capitalização.

Para a imobiliária, o processo de locação será simplificado, já que não precisará solicitar análise de crédito ou cadastro, otimizando o tempo dos funcionários e ainda economizando dinheiro.

E agora, vamos à contratação.

Tudo o que você precisa saber para contratar o título de capitalização para aluguel

Como contratar o título de capitalização para aluguel

De acordo com a abordagem do proprietário ou imobiliária que administra o imóvel que você pretende alugar, a contratação poderá acontecer de 2 formas:

1. Quando o corretor de seguros é indicado pelo proprietário ou imobiliária

Principalmente quando o aluguel for feito por intermédio de uma imobiliária ou administradora de imóveis, poderá ser exigido que você contrate o título através de um corretor de seguros que eles indicarem.

Quando isso acontece, é comum também a imobiliária já indicar a empresa de capitalização parceira que fará a emissão do título. Mas não se preocupe! Isso não lhe trará ônus nenhum e poderá agilizar ainda mais a locação do imóvel.

2. Quando você escolhe o corretor de seguros e a empresa de capitalização

Quando a locação é feita diretamente com o proprietário, normalmente eles abrem mão da escolha do corretor de seguros e você precisará procurar um por conta própria.

Algumas imobiliárias também procedem dessa forma, muitas vezes, pedindo apenas que você contrate com as empresas de capitalização que eles já estão acostumados a trabalhar.

Prazos de vigência dos títulos de capitalização para aluguel: faça a escolha certa!

Os prazos de vigência variam entre as diversas empresas de capitalização, mas as principais comercializam títulos com vigências de 12 ou 15 meses.

Neste momento, é importante que você escolha o prazo que vá coincidir com o final do contrato de locação ou aquele que fique mais próximo da data prevista para sua saída do imóvel.

Quando falarmos do resgate, você verá que fazer a escolha certa neste momento fará toda a diferença para não perder dinheiro com os descontos aplicados nos resgates antecipados.

Existe um valor mínimo para contratação

É sempre bom pesquisar, mas o valor mínimo para emissão do título de capitalização para aluguel é 2.000 reais na maioria das empresas, ou seja, o valor da caução terá que ser igual ou maior que esse valor mínimo estipulado.

A contratação pode ser feita por um terceiro: a solução para quem não dispõe do valor

Você entendeu que o título de capitalização para aluguel é a melhor opção, mas não tem o dinheiro suficiente para arcar com a caução exigida pelo proprietário ou imobiliária?

Se este for o seu caso, você poderá pedir ajuda de um terceiro. É ele quem será o contratante do título de capitalização e também quem terá o direito a participar dos sorteios.

O facilitador neste caso, é que o terceiro não precisará colocar o patrimônio ou renda em risco por sua causa, apenas, é claro, o valor referente ao título de capitalização contratado.

Conheça as principais empresas do segmento de capitalização para locação de imóveis

Podemos dizer que a pioneira no segmento de capitalização para locação de imóveis foi a SulAmérica com o Garantia de Aluguel. Posteriormente, a seguradora Porto Seguro criou o produto PortoCap Aluguel.

Atualmente, essas continuam sendo as empresas mais procuradas, mas existem outras que também comercializam o título de capitalização para aluguel de imóvel:

  • Mapfre com o Garantia Fiador
  • BrasilCap com o CapFiador
  • Icatu com o Fiador Fácil

Sorteios e premiações: a cereja do bolo do título de capitalização para aluguel

Como funcionam os sorteios e as premiações

Como já falamos anteriormente, uma das vantagens de se contratar o título de capitalização é poder participar de sorteios concorrendo a prêmios em dinheiro.

Os valores dos prêmios e a quantidade de sorteios variam, mas normalmente as empresas se baseiam em múltiplos do valor do título de capitalização contratado para estipular o prêmio a ser sorteado.

Por exemplo, um sorteio semanal com prêmio de uma vez o valor do título, ou ainda, dois sorteios mensais com prêmios de duas vezes o valor do título.

Para você receber o prêmio, o número do título deverá ser sorteado conforme combinação dos números da Loteria Federal.

As regras de participação nos sorteios são estabelecidas por contrato, que você terá acesso no momento da contratação do título.

Como e quando solicitar o resgate: o seu dinheiro de volta!

Resgate do título de capitalização para aluguel

O resgate poderá ser solicitado a qualquer momento, mas é preciso cumprir um prazo mínimo, que normalmente é de 1 mês contado a partir da contratação.

Porém, tanto você, enquanto inquilino, como o proprietário precisa estar atento às condições mínimas necessárias para o resgate.

Inquilino

Seja no decorrer como ao final da vigência do título, será necessária que você tenha a autorização do proprietário liberando a caução. Isso só acontecerá com o fim do contrato de locação ou caso título de capitalização seja substituído por outra garantia.

Proprietário

Só poderá resgatar o título de capitalização se comprovar que você descumpriu com uma ou mais cláusulas estabelecidas no contrato de locação, ou seja, se você ficar inadimplente com o aluguel ou encargos, deixar danos no imóvel, etc.

Resgate antecipado: veja quais são os descontos e os cuidados que você deve ter

Caso o resgate seja feito antes do término da vigência do título você ou o proprietário não receberá os 100% da reserva de capitalização.

O valor a ser resgatado obedecerá a uma tabela que normalmente varia entre 88% no início até 100% da reserva de capitalização no final da vigência nos títulos de capitalização de 12 meses, por exemplo.

Uma dica importante!

Como a reaplicação é automática, caso o aniversário do título de capitalização esteja próximo e você já tenha planejado sair imóvel, é importante solicitar junto a empresa de capitalização que o título não seja reaplicado.

Fazendo isso, a Tabela de Resgate não começará a contar do início e você receberá os 100% do valor da reserva de capitalização quando solicitar o resgate no momento em que o contrato de locação terminar.

O que é a reserva de capitalização?

Quando você contrata um título de capitalização, podemos dizer que o valor pago por ele é dividido em 3 partes.

A primeira e maior parte é a reserva de capitalização. Asegunda parte é destinada aos sorteios e premiações. E a terceira e última parte, é para cobrir as despesas de administração, operação e comercialização da empresa de capitalização.

E por que você precisa saber disso?

Como pudemos observar, o valor da reserva de capitalização não será igual ao valor pago pelo título de capitalização. Então, é preciso ficar atento para não perder dinheiro, pois quanto menor o for o percentual destinado a reserva de capitalização, menor poderá ser o valor resgatado no final.

Para que você tenha uma ideia, verificamos os percentuais destinados a reserva de capitalização na SulAmérica e na Porto Seguro, que foram as duas empresas que citamos acima: 94,191% no título de 12 meses e 92,791% no de 15 meses.

Ainda assim é um bom negócio?

Sim, pois podemos considerar que, apesar do pouco rendimento, no final de 12 ou 15 meses, você poderá ter recuperado o valor descontado e chegado aos 100% do valor que desembolsou.

No momento do resgate, o valor da reserva de capitalização será atualizado conforme a média daTR (Taxa Referencial) e o juros da poupança dos últimos 12 meses.

Conclusão: é a melhor opção para mim?

Conclusão: É a melhor opção para mim?

Se comparado com outras modalidades de caução, o título de capitalização para aluguel apresenta algumas vantagens que podem facilitar e muito a sua vida na hora de alugar um imóvel.

A possibilidade de resgatar o valor desembolsado na contratação ao final da locação pode ser um incentivo e tanto, assim como a participação em sorteios.

No entanto, é preciso levar em conta as situações em que ele não é tão vantajoso. O valor de caução exigido pelo proprietário ou imobiliária, por exemplo, pode ser um banho de água fria naqueles que não dispõem do dinheiro.

Se você não quer depender ou não tem um fiador, ou ainda não quer ter que arcar com um valor que não lhe será devolvido, essa com certeza é uma opção a ser considerada.

Antes de tomar a sua decisão final, avalie também outras modalidades de garantia locatícia. No seguro fiança locatícia, por exemplo, existe a facilidade de o pagamento poder ser feito de forma parcelada.

Por último, não deixe de ver o comparativo entre o seguro fiança locatícia e o título de capitalização para aluguel que fizemos em formato de infográfico.

Infográfico

Seguro Fiança Locatícia X Título de Capitalização para Aluguel

Fraudes no Seguro Automóvel: conheça algumas das mais curiosas loucuras cometidas pelos fraudadores (o funeral do Uno vai te surpreender)

É do conhecimento de todos que existem muitas pessoas que, quer por necessidade ou mesmo por cara-de-pau insistem em dar o “Golpe do Seguro”, desde o mais simples aos mais pitorescos casos.

Para os “espertinhos de plantão” é interessante saber que desde o preenchimento da proposta até a perícia do sinistro tudo é investigado pela seguradora, por isso indicamos que os segurados informem corretamente todos os dados e não omitam nenhuma informação em caso de sinistro, pois a seguradora se reserva ao direito de recusar uma indenização caso seja comprovado algum tipo de fraude ou má fé.

Nesta semana, a revista Quatro Rodas publicou alguns dos casos mais bizarros de tentativa do famoso golpe, que foram revelados por alguns profissionais de seguradoras. Confira abaixo as loucuras que as pessoas cometem em busca de uma indenização do seguro.

O martelão de ouro

Na tentativa de causar um capotamento intencional, o dono de um BMW 330i lançou o carro barranco abaixo, o problema foi que o carro não capotou. Para solucionar esse problema, ele decidiu pegar uma marreta e destruir a lataria.

Os peritos, muito experientes, não tiveram dificuldade em descobrir a fraude, pois as marcas não eram compatíveis com a de um acidente e a carroceria estava sem nenhum arranhão.

O efeito borboleta

As seguradoras, já acostumadas com todo tipo de fraude, não poupam os seus recursos para solucionar um caso desses. Bater o veículo contra um poste, e dizer que havia sido um comum acidente de trânsito, foi a ideia que um dono de uma Mercedes classe C usado teve para conseguir uma indenização do seguro.

Os investigadores que suspeitaram do caso, encontraram um casulo de borboleta no sistema de escape durante a análise do veículo. A equipe da seguradora levou um especialista em insetos para ajudar a solucionar o caso, e, de acordo com o laudo do especialista o inseto ainda estava vivo, o que não seria possível caso ele tivesse sido submetido às altas temperaturas de um motor ligado.

Conclusão: O carro não estava rodando havia pelo menos uns dois meses.

O desconstrutor de Ferrari

De acordo com o artigo da Quatro Rodas “a característica número 1 de um golpista é a frieza e o autocontrole na hora de contar sua história”, mas o dono de uma rede de oficinas passou dos limites!

Já pensando em aplicar um golpe na seguradora, ele comprou uma Ferrari F430. Após alguns meses este cidadão desmontou todo o carro, vendeu as peças separadamente e informou à seguradora que o seu veículo havia sido furtado. Depois de receber toda a indenização ele comprou uma outra Ferrari igualzinha a anterior e repetiu todo o processo.

Sua fraude foi descoberta (pasmem) na quarta vez que ele tentava receber a indenização por sua Ferrari “roubada”.

Tinha uma pedra no meio do caminho

Como muitos devem saber, o seguro não cobre danos causados por negligência do segurado, pois é, mas o dono deste Chevrolet Classic nunca trocava o óleo até que o motor fundiu. Então ele aceitou a idéia de um amigo, de furar o cárter e dizer que havia passado em cima de uma pedra que estava na rua.

A mentira foi descoberta após algumas entrevistas com os vizinhos, que já suspeitavam do seu comportamento e, mesmo jurando ter feito as trocas de óleo o indivíduo não possuía nenhum dos comprovantes.

O funeral do Uno

A fama de “come-quieto” do pessoal de Minas Gerais foi conquistada por um dos clientes, segundo os peritos. O dono de uma Fiat Uno 2000 enterrou o seu carro no quintal e informou à seguradora que o veículo havia sido roubado.

Esse tipo de fraude é muito rara e muito difícil de ser descoberta, segundo os investigadores. Mas uma testemunha ocular fez uma denúncia anônima, isso e o fato das versões contadas à polícia e a seguradora terem sido controversas, fez com que o caso fosse solucionado.

Após escavarem todo o quintal, os investigadores encontraram o Uno, em perfeito estado, diga-se de passagem. O dono do veículo só confessou a fraude após o carro ter sido desenterrado.

Ácido, incêndio e mentiras

Ainda restavam 38 prestações a serem pagas pelo financiamento de um Volkswagem Gol 2000, e com dificuldade de vender o veículo, a sua dona teve a brilhante idéia de atear fogo no carro e acionar o seguro alegando um incêndio.

O problema foi que no meio do “incêndio” a mulher acabou sofrendo queimaduras nas pernas, e para que não levantasse suspeitas ela informou que um vândalo incendiou o carro e queimou as suas pernas com ácido quando foi tentar detê-lo.

Já que não possuía muitos conhecimentos sobre a ciência forense, a fraudadora não imaginava que um simples exame de corpo delito iria comprovar que as suas queimaduras não foram provocadas por ácido e sim por fogo.

Pego na curva

As fraudes de seguro de carro são tantas que já existe até um fraudador chamado “capotador profissional”. O seu trabalho se resume em assumir o volante e acidentar o carro, de verdade! Essa fraude é bastante usada em veículos importados adquiridos em leilões de carros que já foram sinistrados (batidos).

O local preferido para realizar essa manobra fica em uma curva na rodovia Régis Bittencourt (que liga São Paulo a Curitiba), onde se capota o veículo em uma determinada velocidade, previamente calculada para não ferir o condutor mas que seja suficiente para causar uma perda total.

O problema é o seguinte: Quando um carro se acidenta lá a seguradora já suspeita de um golpe.

Como funcionam as coberturas de danos a terceiros (RCF-V) no Seguro Automóvel

No filme Velozes e Furiosos, o astro Vin Diesel utiliza os carros como se fossem descartáveis e causa mais acidentes do que qualquer seguro possa ser capaz de cobrir, e ainda assim amamos esses filmes, mesmo que suas cenas sejam exageradamente distantes da realidade.

É claro que na vida real, nós, reles mortais, temos que nos preocupar muito mais com a segurança da nossa “performance” no trânsito, não apenas pelo fato dos nossos carros não serem descartáveis, mas principalmente pelo fato de envolver outras vidas e não apenas figurantes.

Como condutores, devemos ser responsáveis por um acidente que causamos e, para auxiliar os motoristas em casos de acidentes que envolvem outras pessoas, é que as seguradoras criaram a cobertura de danos a terceiros nos seguros de automóveis.

O que são as coberturas de danos a terceiros?

Essas coberturas são oficialmente chamadas Coberturas de Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V), mas no mercado elas são comumente reconhecidas como Coberturas de Danos à Terceiros.

Essa cobertura garante o reembolso de um valor a ser pago por conta de danos causados a outras pessoas, sejam eles materiais ou pessoais.

O valor a ser reembolsado pela seguradora será limitado ao valor máximo que você estipulou junto com o seu corretor na sua apólice de seguro, o valor que passar do limite de indenização fica ao encargo do segurado, por isso pense bem na hora de estipular esses valores.

Normalmente as coberturas de danos a terceiros disponíveis para contratação nas seguradoras são Danos Materiais, Danos Corporais e Danos Morais.

Danos Materiais

Como o nome já diz a cobertura de danos materiais cobre os danos causados aos bens de terceiros, seja um carro, moto, bicicleta ou até mesmo os danos causados pela batida em um poste de eletricidade, no muro de uma casa ou na fachada de uma loja.

Essa cobertura é de grande importância, pois ninguém pode prever quando um acidente irá acontecer, e os custos dele podem pegar qualquer um desprevenido. Então, vale a pena se assegurar de que terá uma garantia caso se envolva em um acidente com terceiros.

Danos Corporais

Caso você se envolva em um acidente com seu carro e seja o culpado pelo ferimento ou morte de um terceiro, essa cobertura garante a indenização dos gastos que essa pessoa venha a ter com serviços hospitalares ou, caso ocorra o falecimento, reembolsa as despesas funerárias aos familiares da vítima.

Vale lembrar que a cobertura de Danos Corporais funciona como um complemento ao seguro DPVAT, que é um seguro obrigatório. No caso da sua responsabilidade em um acidente envolvendo uma outra pessoa ferida, essa pessoa receberá do DPVAT a indenização pelas sua despesas médico/hospitalares, invalidez ou, no caso de morte, os herdeiros recebem a indenização. Se o valor da indenização for superior ao teto do DPVAT cabe ao responsável pelo acidente arcar com os demais custos, e é aí que entra a cobertura de Danos Corporais contratada no seguro.

Danos Morais

Essa é uma cobertura que foi criada para cobrir indenizações judiciais ou extrajudiciais caso o terceiro venha a ficar deformado, aleijado, impedido de exercer sua profissão, etc. por conta de um acidente causado pelo segurado, e que venha a reclamar em juízo uma indenização, por esses motivos.

Na ponta do lápis

A cobertura de Danos a Terceiros pode ser contratada na mesma apólice do seguro de automóvel, como ocorre normalmente, ou pode ser contratada á parte em um seguro que oferece apenas essas coberturas.

Atualmente, a média do valor contratado para a cobertura de danos a terceiros é de R$ 50.000,00. O que as pessoas normalmente não sabem, é que a diferença que você teria que pagar dobrando essa cobertura para R$ 100.000, por exemplo, é bem pequena, vale a pena comparar os preços.

Realizamos uma cotação de seguro de automóvel em três seguradoras diferentes. O veículo cotado foi um Volkswagem Gol City 1.0 Flex GIV 4p 0 Km, e o perfil do segurado foi um homem com 35 anos, morador da Tijuca-RJ, que mantém o veículo em garagem tanto na residência quanto no trabalho, sem cobertura para condutores com até 26 anos.

Confira na tabela abaixo a diferença nos valores dos prêmios em cada seguradora, considerando as variações das coberturas de danos à terceiros.

Danos Materiais Danos Corporais Danos Morais Prêmio (Custo do Seguro)
Seguradora 1
R$ 50.000,00 R$ 50.000,00 R$ 10.000,00 R$ 1.523,43
R$ 100.000,00 R$ 100.000,00 R$ 20.000,00 R$ 1.610,59
R$ 150.000,00 R$ 150.000,00 R$ 30.000,00 R$ 1.677,93
Seguradora 2
R$ 50.000,00 R$ 50.000,00 R$ 10.000,00 R$ 2.070,34
R$ 100.000,00 R$ 100.000,00 R$ 20.000,00 R$ 2.150,43
R$ 150.000,00 R$ 150.000,00 R$ 30.000,00 R$ 2.209,35
Seguradora 3
R$ 50.000,00 R$ 50.000,00 R$ 10.000,00 R$ 2.317,80
R$ 100.000,00 R$ 100.000,00 R$ 20.000,00 R$ 2.433,44
R$ 150.000,00 R$ 150.000,00 R$ 30.000,00 R$ 2.516,17

Bom, se você é do tipo que dá tchau com a mão fechada às vezes vale a pena analisar o custo-benefício que o aumento de uma cobertura no seu seguro pode te oferecer, porque com certeza na hora do sinistro os custos serão bem maiores dos que você irá desembolsar na contratação do seguro.

Seguro Automóvel: franquia normal, aumentada ou reduzida?

A contratação do seguro de automóvel envolve uma série de termos técnicos que à primeira vista podem parecer um pouco complicados, e um desses termos é a franquia.

A franquia é um meio que as seguradoras encontraram para baratear o custo do seguro, e funciona como uma participação financeira do segurado na hora do sinistro (evento em que o carro, ou o bem segurado, sofre um acidente ou algum dano material).

Essa participação só ocorre em casos de dano parcial, ou seja, quando o custo para o reparo não alcança 75% do valor do veículo, situação em que é determinada a perda total.

Caso o prejuízo seja de R$ 2.500, por exemplo, e a franquia estipulada na apólice for de R$ 1.000, você pagará o valor correspondente a franquia, e a seguradora os R$ 1.500 restantes.

Ainda neste exemplo, caso os prejuízos não cheguem ao valor da franquia (R$ 1.000), o seguro não poderá ser acionado, ficando sob sua responsabilidade os gastos com o reparo.

No caso de danos a terceiros, se houver essa cobertura no seu seguro, não haverá cobrança de franquia, pois ela só é aplicada sobre os danos ocorridos ao bem segurado, nesse caso, o seu veículo.

Quais são as opções de franquia?

O valor da franquia é estipulado no momento da contratação do seguro pela seguradora, mas você poderá escolher entre a franquia normal ou reduzida e, em alguns casos, franquia aumentada. Mas lembre-se, o valor da franquia influencia diretamente no valor do seguro (prêmio).

Franquia Normal: é a franquia padrão informada pela seguradora, nesta opção o valor total do prêmio do seguro não é alterado. Ela varia conforme o tipo e o uso do veículo segurado.

Franquia Reduzida: O valor da franquia cai pela metade (50%) e o valor do prêmio sofre um aumento. Não existe uma porcentagem padronizada para esse aumento de prêmio, mas comparando ao desconto da franquia, pode valer a pena.

Franquia Aumentada ou Majorada: Nesta opção, o valor da franquia aumenta (200%) e consequentemente o valor do prêmio do seguro fica menor.

Além das opções citadas acima, algumas seguradoras oferecem a contratação do seguro sem a cobrança de franquia no primeiro sinistro, ou seja, se o valor para o reparo do veículo for maior que o da franquia, você não precisará arcar com o custo da franquia, como aconteceria normalmente. A partir do segundo sinistro, na mesma vigência, a cobrança da franquia ocorre normalmente.

Saiba como escolher

Para realizar a escolha entre uma ou outra é interessante olhar o seu histórico no trânsito, se for uma pessoa que já sofreu muitas colisões ou ainda é um jovem condutor, pode valer a pena contratar a franquia reduzida na sua apólice.

Veja também a diferença nos valores do prêmio, avalie cotações com o cálculo com a franquia normal e com a franquia reduzida, a diferença no valor pode ser pequena e a opção reduzida pode ser mais vantajosa.

Se você é um motorista habilidoso e experiente, não costuma dirigir em áreas onde ocorrem muitos acidentes, talvez a melhor opção possa ser a franquia normal, que irá manter o valor do prêmio total do seguro inalterado.

Agora, se você é um perito no volante e nunca precisou acionar o seguro para reparar algum dano no seu veículo, talvez a melhor opção possa ser a franquia aumentada, que irá diminuir o valor do prêmio total do seguro.

Comparativo: Franquia X Prêmio

Para que você possa ter uma noção da diferença do valor do total do seguro de acordo com o tipo da franquia, fizemos a simulação do seguro para um Volkswagen Novo Fox 1.0 8v Total Flex 0Km, com um condutor morador da Tijuca – RJ, casado, 35 anos com garagem na residência e no trabalho.

Tipo de Franquia Valor da Franquia Prêmio
(Custo do Seguro)
Variação do Prêmio
Seguradora 1
Aumentada (200%) R$ 5.260,00 R$ 1.752,13 (-)12,79%
Normal (100%) R$ 2.630,00 R$ 2.009,19
Reduzida (50%) R$ 1.315,00 R$ 2.276,17 (+) 11,73%
Seguradora 2
Aumentada (200%) R$ 5.090,00 R$ 1.934,39 (-) 13,67%
Normal (100%) R$ 2.545,00 R$ 2.240,63
Reduzida (50%) R$ 1.272,50 R$ 2.643,60 (+) 15,24%
Seguradora 3
Aumentada (200%) R$ 4.666,00 R$ 2.147,19 (-) 13,96%
Normal (100%) R$ 2.333,00 R$ 2.495,56
Reduzida (50%) R$ 1.167,00 R$ 2.953,59 (+) 15,51%

Franquias em outras coberturas

Existem também as franquias específicas para as coberturas vidros, retrovisores, faróis, lanternas e outros equipamentos que o carro possa possuir, como por exemplo, o kit gás. Essas franquias são à parte da franquia do casco e estarão especificadas na apólice.

Fique de olho na sua apólice

Observe atentamente todas as informações da sua apólice para que você não tenha nenhuma surpresa na hora de acionar o seguro e arcar com alguns custos.

No caso das franquias, elas podem ser alteradas, basta solicitar ao corretor e ele irá fazer um endosso da apólice, e isso é válido para qualquer outra cobertura que não esteja de acordo com o que você gostaria.

Qual a diferença entre PGBL e VGBL?

Quando tomamos a decisão de contratar um plano de previdência privada certamente estamos pensando no futuro, seja o nosso ou o de nossa família. A forma que escolhermos para aplicar o nosso dinheiro hoje irá determinar como seremos beneficiados lá na frente, quando chegar a hora de usufruirmos do nosso investimento.

Existem dois tipos principais de planos de previdência, o PGBL e o VGBL, neste artigo você irá descobrir como eles funcionam e qual deles irá se adequar melhor ao seu estilo de investimento.

PGBL X VGBL

Embora as siglas possam ser muito parecidas, a diferença entre elas vai além de simplesmente uma letra. Mesmo sendo comercialmente semelhantes, quando falamos em PGBL estamos falando de um Plano de Previdência Complementar Aberta, enquanto o VGBL é um Seguro de Vida em que o segurado recebe as suas indenizações em vida. E o que isso quer dizer?

Essencialmente, por se tratar de ramos comerciais diferentes, a diferença entre PGBL e VGBL está no tratamento tributário.

Antes de esclarecermos melhor, é importante ressaltar que, como qualquer outro tipo de aplicação, eles são divididos em dois períodos: o período de investimento e o período de benefício.

O período de investimento normalmente ocorre enquanto estamos gerando renda e formando o nosso patrimônio, enquanto o período de benefício ocorre quando decidimos desfrutar do capital que acumulamos durante todos os anos de trabalho.

Bem, voltando às diferenças de tratamento tributário, quando se trata de PGBL o valor das contribuições pode ser deduzido da sua base de cálculo do Imposto de Renda até 12% da renda bruta anual no período de investimento. Enquanto no VGBL a tributação acontece apenas no período do benefício e incidirá apenas sobre os rendimentos.

Como saber qual é o melhor pra mim?

A escolha entre um e outro vai depender de como é feita a sua declaração para o IR. Se a sua declaração no IR é completa o plano mais indicado é o PGBL, justamente por conta da vantagem de poder deduzir da base de cálculo até 12% da renda bruta anual, mas note que o desconto não é feito diretamente sobre o valor do imposto, mas sobre a base de cálculo (total dos rendimento tributáveis do ano). Nesse caso a cobrança do Imposto de Renda ocorrerá no momento do resgate das suas contribuições e incidirá sobre o valor total (rendimentos mais contribuições) que você recebeu.

Agora, se a sua declaração no IR é simples o melhor plano pra você pode ser o VGBL , nesse caso não é permitido nenhum desconto no IR durante o período de investimento, mas por outro lado, quando você for resgatar os seus recursos acumulados a cobrança do IR incidirá somente sobre os rendimentos. Ou seja, o valor que você acumulou não será taxado pelo Imposto de Renda.

Em ambos os casos, como pudemos ver, haverá uma tributação no momento do resgate dos recursos investidos, esse percentual vai depender da tabela de IR que você tiver escolhido no momento da contratação. Para saber mais sobre esse assunto, leia o artigo que escrevemos explicando tudo sobre as tabelas Progressiva e Regressiva.

Então, pra você que gosta de sonhar com o futuro, mãos á obra! Veja qual plano mais indicado para o seu perfil e trate de começar a investir hoje mesmo. Sonhar com o futuro é muito bom, mas vivê-lo com qualidade é melhor ainda!